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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Poesia - Solidão

A intensa dor do lamento,
O recuar da figura mortuária.
Agonizar sem estar isento,
Do luar da noite sangüinária.


Destino frio dos condenados,
Que a si perpetuaram o horror.
Manifestam-se amaldiçoados,
Amplificam o abatido negror.


Planícies de perpétuo silêncio,
Ensurdecem o gélido coração.
No escuro aceso está o incenso,
Mas o sentir impede a ascensão.


Profundos pântanos e lagos,
Guardam a sua triste natureza.
Remonta ao tempo de magos,
Trancados por sua destreza.


Tem, por fim, toda a vil escuridão,
Em todas as suas horrendas formas.
Utiliza da dor para ditar suas normas,
E dirigem-se a tal torpor por solidão.

Erich William von Tellerstein.

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