Sob constante provocação de amorfas figuras abissais avancei, indo mais longe do que jamais imaginei que iria; Perpetuei: Uma série de traumas psicológicos causados por exposição a uma intensa manifestação sanguinária da alma, preenchendo-me assim com vil e sórdida calma. Infortúnio tenebroso este que saltou para meu caminho que esta e estava a desmoronar, e que tornou-se doce amaldiçoar. Vampírica tragédia adornou os fins de todos os momentos, dos quais infelizmente soavam sempre como fim, e nunca provido daquilo que os mortais costumam chamar de felicidade: Uma velha e pobre ilusão que ao desespero faz alusão e que satisfaz suas falsas aptidões e gratidões para eternizar o caos inevitável do equilíbrio. Naquele instante de corrupto prazer vendi minha alma à manipulação dos 7 pecados capitais para jamais jazer; acabei por não resistir e aceitar inconscientemente a perfuração de meu pescoço pelos seus dentes, acompanhada por frenéticos beijos compostos da mesma chama que derrete os condenados no inferno, cuja mestra, é a própria luxuriosa dama. Tolos são os vivos que apesar de vivos pisam em suas vidas e não abraçam o gentil presente da morte; que avançam para o reino das sombras mesmo em terra, com medo, através de futilidade, ignorância e ingenuidade, pensando que controlam e dominam sua minúscula existência condenada. Eu controlo raios! Pois do abismo sulfuroso já provei e das demoníacas feições já utilizei, não compartilho deste medo infantil daqueles que putrificam em menos de 100 anos; sou o mais puro resultado de uma vampírica maldição, que pôs-me a vagar com perdição por todas as florestas escuras deste pequeno planeta e pernoitar em horrendos calabouços para satisfazer minha mente infradimensional. Mal incondicional! Urge a raiva destruidora de mentes fracas sobre a tentação e todas estas terras banhadas diariamente com fresco sangue, onda secular de ódio, dor e rancor; como hei de purificar-me se noturno sangue esta a alimentar-me? Se ao menos lembrasse de seu nome, dita inferior criatura, que não permitiu-me permanecer com nenhuma referência. Escrevo este texto enquanto o sol não deixa de cumprir sua função neste lado do planeta, sem preocupar-me se algum profano cedo ou tarde o lerá, mas sei que se o fizer, provavelmente já terá sua alma parcialmente igual a minha, que Deus o tenha: In nomine Patris, et Filii, et Spiritus Sancti, Amem (Sustenta a dor).
Toneladas de carne ensangüentada, Servida em mesa de dor petrificada. Cálices de sangue para os convidados, e ossos ainda brancos de condenados.
Preparados com vil cuidado na cozinha, Para todos do castelo e para a rainha. Atende as necessidades amaldiçoadas, Sustentando as energias envenenadas.
Velas vermelhas e pretas nos lustres, Trocadas todos os dias, há séculos. Para atender terrivelmente os ilustres, Como sempre, para os no mal, crédulos.
Brindes com sorrisos e olhares abissais, Feitos com cerimonial tradição milenar. Pensamentos nas possíveis vítimas mortais, Desenvolvem para mais eficiente jantar.
Intensa dedicação para com os símbolos, Nas cortinas, portas, pisos e ídolos. Cheiro de sangue como perfume padrão, Compõe os aposentos de triste podridão.
Festas com mortuárias e belas melodias, Empreendem os serviçais encarregados. Cortinas bloqueiam raios crepusculares, Luzes são temidas em todos os andares.
Para vós, mortais, deixo esta descrição, Como forma de convite para a condenação. Caso desejem uma incontrolável maldição, Estejam cientes de minha fatal perdição.
Ouvem-se astrais vozes no despertar, Consciência em limiar: Grande crucificar! Do Ego ou de sua ausência: Magnificência! Manifestação insólita da eterna experiência.
Obliteração do medo, da vil incerteza, Que nos afasta e afastou da grandeza. A graça de Deus, a vingança do Satan, Consagração da alma: Oh noite de Pan!
Por nebulosos pântanos, noturnas florestas, Gélidos abismos, mortuários aposentos, Tenebrosas cavernas, implacáveis tundaras, Poços escuros e ferventes fendas sulfurosas:
Caminhava a alma antes do grande chamado! Chamado do Oculto, sopro do além, iluminado. Cotidiano: Amorfas formas da terrestre escuridão, Que nos mantém nos males e depressão em soturna prisão.
Liberdade: Intensa viagem, expansão da consciência, Reencontro do verdadeiro Ser, morte da inconsciência. Chamado Oculto: Frio por toda a pele, calafrio imaterial, Sempre chega, quando preparado para superar o material.