sábado, 1 de janeiro de 2011
Poesia - Banhada em Sangue
Em noturno devaneio banhos preparara,
Sangue de virgens! Sedenta as matara.
Enlouqueceu-se em viagens espectrais,
Que refletiram-se em escuros vitrais.
Branquíssima banheira de porcelana,
Escorreu por seu ralo litros de Vil.
Odor de insana obsessão pecaminosa,
Sentiu a doente em adoecer doentio.
Infernos não comportariam a célebre,
Nem em ardentes períodos de tortura.
Comportá-la-iam noutra doce ocasião:
Hierárquica, em desdém da Proteção.
Amplificou o ar fúnebre de sua morada,
Libertando almas em gélidos aposentos.
Gritos a soavam como lindas melodias,
Enquanto profanava-se todos os dias.
Musgo em pedra, subterrâneas passagens,
Ambientaram o passar da morta maquiagem.
Nuvem negra de vampírica eternidade gerou,
Sobre seu lendário nome, Elizabeth...
Erich William von Tellerstein.
Poesia - A Verdade
Vã e viscosíssima para o Vil,
Uma Vedação imposta à maioria.
Viaja por Variedade aos Verídicos,
Vulgívaga, voante e veemente.
Voluptuosa, vermicida e venturosa:
A tudo vê, viu e dá a Visão.
Veraz Voluptuosidade verifica,
em Verdadeiros do ventral Viver.
Verbera a Veracidade Ventríloquos,
De Vultos vivos da volátil Vivência;
Vermiformes verossímeis da existência,
Voam versados em vermes da Veemência.
Variantes Vaporizações do Vão,
Vive o Vivo em não-viva Vida.
Veemente veicula o do Vencer,
Para ventar a Verdade aos Vivos.
Erich William von Tellerstein.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Poesia - A Vida
Não!
...........
Prosseguindo, terá em sua mente:
A condenação é apenas um prelúdio,
Assim como o suicídio, um prelúdio.
A vida é uma bênção num inferno sagrado,
Que se renova com sangue demasiado profanado.
A tormenta flamejante manifesta-se,
Como interpretam-se as sutilezas do cotidiano.
E a comporta enferrujada decompõe-se,
Como demonstram-se as maquinações do mundano.
Orquestrações vulcânicas atingem o topo,
E a luz derruba até o mas triste misantropo.
Calor do fluxo oblitera a perdida existência,
E o pseudo vivo percebe a antiga inexistência.
Cotidiano torna-se a pior das maldições,
E as multidões queimam-se nas erupções.
Olham para si mesmos os mais eruditos,
Pois sabem que vem do interno o mais desesperado dos gritos.
Acorda o morto, renasce a Fênix,
Vive o tudo do nada, e de repente,
Adquire-se a consciência de que o cima,
Nada mais é e nunca foi, que o baixo.
Erich William von Tellerstein.
...........
Prosseguindo, terá em sua mente:
A condenação é apenas um prelúdio,
Assim como o suicídio, um prelúdio.
A vida é uma bênção num inferno sagrado,
Que se renova com sangue demasiado profanado.
A tormenta flamejante manifesta-se,
Como interpretam-se as sutilezas do cotidiano.
E a comporta enferrujada decompõe-se,
Como demonstram-se as maquinações do mundano.
Orquestrações vulcânicas atingem o topo,
E a luz derruba até o mas triste misantropo.
Calor do fluxo oblitera a perdida existência,
E o pseudo vivo percebe a antiga inexistência.
Cotidiano torna-se a pior das maldições,
E as multidões queimam-se nas erupções.
Olham para si mesmos os mais eruditos,
Pois sabem que vem do interno o mais desesperado dos gritos.
Acorda o morto, renasce a Fênix,
Vive o tudo do nada, e de repente,
Adquire-se a consciência de que o cima,
Nada mais é e nunca foi, que o baixo.
Erich William von Tellerstein.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Poesia - O Gritar do Abominável
Quando os trovões infernais ecoam,
Sente-se apenas o Vil interminável.
E quando todos os corvos voam,
Ouve-se apenas o gritar do abominável.
Como quando se esta próximo ao poço,
Prestes a dar-se um fim tenebroso.
Ou como quando se alcança o esboço,
Da morte inescrutável num buraco cavernoso.
Vil este que seculariza uma atmosférica podridão,
Através de maquiavélicas feições de cão.
Demônios das mais profundas fendas abissais,
São estes de feições flamejantes e colossais.
Manifesta-se o horrendo, atrai-se o desastre,
E todos reparam que COMPÕEM este desastre.
Então, por fim, ouvem os trovões infernais,
E logo mais terminam SENDO infernais.
Como quando se vive neste abismo transitório,
Conhecido como planeta terra ou mal ilusório.
Ou como quando se alcança a majestosa consciência,
De que todos nós atuamos num teatro de demência.
Erich William von Tellerstein.
sábado, 6 de novembro de 2010
Poesia - Viagem ao Submundo
Oh doce viagem ao submundo!
Do imundo conheço este mundo!
O térreo é sempre tão profano,
O que desejam é ser mundano.
Salamandras queimam mortais,
Corvos atormentam os imortais.
O portal da luz esta no abismo,
Escondido, sob medo e egoísmo.
Dragões do oculto mundo do espelho,
Guardam a honorável cruz em conselho.
Grande cálice do vinho sagrado eterno,
Que sua fonte seja minha até no inferno.
Erich William von Tellerstein.
Do imundo conheço este mundo!
O térreo é sempre tão profano,
O que desejam é ser mundano.
Salamandras queimam mortais,
Corvos atormentam os imortais.
O portal da luz esta no abismo,
Escondido, sob medo e egoísmo.
Dragões do oculto mundo do espelho,
Guardam a honorável cruz em conselho.
Grande cálice do vinho sagrado eterno,
Que sua fonte seja minha até no inferno.
Erich William von Tellerstein.
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