terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Poesia - Vampírico Refeitório


Toneladas de carne ensangüentada,
Servida em mesa de dor petrificada.
Cálices de sangue para os convidados,
e ossos ainda brancos de condenados.


Preparados com vil cuidado na cozinha,
Para todos do castelo e para a rainha.
Atende as necessidades amaldiçoadas,
Sustentando as energias envenenadas.


Velas vermelhas e pretas nos lustres,
Trocadas todos os dias, há séculos.
Para atender terrivelmente os ilustres,
Como sempre, para os no mal, crédulos.


Brindes com sorrisos e olhares abissais,
Feitos com cerimonial tradição milenar.
Pensamentos nas possíveis vítimas mortais,
Desenvolvem para mais eficiente jantar.


Intensa dedicação para com os símbolos,
Nas cortinas, portas, pisos e ídolos.
Cheiro de sangue como perfume padrão,
Compõe os aposentos de triste podridão.


Festas com mortuárias e belas melodias,
Empreendem os serviçais encarregados.
Cortinas bloqueiam raios crepusculares,
Luzes são temidas em todos os andares.


Para vós, mortais, deixo esta descrição,
Como forma de convite para a condenação.
Caso desejem uma incontrolável maldição,
Estejam cientes de minha fatal perdição.

Erich William von Tellerstein.

Poesia - O Chamado do Oculto

Ouvem-se astrais vozes no despertar,
Consciência em limiar: Grande crucificar!
Do Ego ou de sua ausência: Magnificência!
Manifestação insólita da eterna experiência.


Obliteração do medo, da vil incerteza,
Que nos afasta e afastou da grandeza.
A graça de Deus, a vingança do Satan,
Consagração da alma: Oh noite de Pan!


Por nebulosos pântanos, noturnas florestas,
Gélidos abismos, mortuários aposentos,
Tenebrosas cavernas, implacáveis tundaras,
Poços escuros e ferventes fendas sulfurosas:


Caminhava a alma antes do grande chamado!
Chamado do Oculto, sopro do além, iluminado.
Cotidiano: Amorfas formas da terrestre escuridão,
Que nos mantém nos males e depressão em soturna prisão.


Liberdade: Intensa viagem, expansão da consciência,
Reencontro do verdadeiro Ser, morte da inconsciência.
Chamado Oculto: Frio por toda a pele, calafrio imaterial,
Sempre chega, quando preparado para superar o material.

Erich William von Tellerstein.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Poema - Cercado de Maldições



Para muito além das dunas do leste viajei,
Acabando assim por me perder, me condenei.
Avistando os pilares no horizonte, professei,
Palavras do livro dos mortos; Deuses, como errei!


Exércitos dotados de habitantes da escuridão,
Ergui das ferventes areias, caos em podridão.
Estes concederam-me entrada em seus aposentos:
Hatshepsut; Da morte e dores todos são isentos.


Nuvens de gafanhotos voavam em direção à cidade,
Conclui que minha curiosidade custou-me a piedade.
Chacais de estatura colossal emergiram dos grãos,
Dois, com olhos aterradores e unidos como irmãos.


Ao descer as escadas para a sala de sacrifícios,
Deparei-me com nove serpentes a observarem-me,
Seriamente, deviam ter saído de alguns orifícios,
Nas paredes; Estranhos hieróglifos hipnotizavam-me.


Sombras de escaravelhos gigantes no chão dançavam,
Iluminado por um truque de espelhos; Exaltavam:
Uma estátua anteposta a poças dum sangue escuro,
Que ilustrava em minha mente um ser vil e obscuro.


Avançando na abertura da direita, encontrei-me,
Cercado de imemoráveis túmulos, estes amaldiçoavam-me,
Era o que sentia, terrivelmente, perturbavam-me,
Queria correr, fugir, porém, estes petrificavam-me.


Nada fazia sentido, avistei uma imensa criatura,
O pavor dominou minha mente, que por ventura,
Encontrava-se já completamente fria e insana,
Escrevo hoje neste manicômio, de maneira profana.


Receio que ninguém nunca acreditará em mim,
No que vivenciei naquelas terras egípcias.
Mas temo ainda mais que nunca me libertem daqui,
Por este motivo: As noites são de pesadelos horríveis!

Erich William von Tellerstein.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Spiel - The Witches and the Widows.

Num belo dia tentei escrever um texto em Inglês com a maior quantidade de palavras com W que conseguia, e o que vocês irão ler é o resultado desta tentativa. O vocabulário inglês guarda grande quantidade de substantivos, adjetivos e advérbios em inglês, incluindo preposições, pronomes e conjunções.


Which witch wishes to weaken the wealthy of the widows? The wonders of the wine shall be witheredness without wistfulness withal the ones of witchcraft. With the weeping of the willing ones we can withdraw the wisdom to whelm the windy winters of the weighty destiny, so these wrathful witches shall no longer will the wreckage of these wretched womans, neither with wolfishness or wrongfulness.

Qual bruxa deseja enfraquecer a riqueza das viúvas? As maravilhas do vinho deverão ser Definhamento sem desejo ardente, juntamente com as da bruxaria. Com o lamentar daqueles que possuem vontade nós podemos retirar a sabedoria para esmagar os ventosos invernos do pesado destino, e sendo assim, estas bruxas cheias de raiva deverão não mais desejar o naufrágio destas mulheres infelizes, nem com crueldade ou ilicitude.



Erich William von Tellerstein.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Poema - Vampírica Insanidade

 
Bela e sensual, expressava-se com calma,
Olhos abissais, causava-me pavor na alma,
Porém, acendendo em mim uma intensa chama,
Que permitia-me envolver-nos naquela cama.


Vampírica em sua gélida pele, como a morte,
Mordeu-me severamente, achei que era sorte.
Ferviam-me todo o sangue fluídos infernais,
Entorpeceram-me com dor as ondas cerebrais.


Implantou-me o vil de sua estirpe mágica,
Enquanto ria ensangüentada e teatral.
Roubei-lhe os olhares tenebrosos, somos um;
Maldição! Devia satisfazer-me apenas com rum.


Mas ousado fui ao permitir-lhe a entrada,
Em meus aposentos, três vezes fiz a chamada.
Voluptuosa de infalível taciturno deleite,
Fez-me de sua presa, nada mais que enfeite.


Em sua maldita vida de tristes maldições!
Raios! Se eu pudesse mudar minhas aptidões!
Vampírica câmara mortuária! Mate-me! Mate-me!
Gritei, em vão; Deus, por favor, perdoai-me!


Lentamente se afastara, irônica e sorridente,
Enquanto eu sofria em caos dormente e veemente.
Senti o mal alterar-me as forças corporais,
Até tornar-me verme de qualidades espectrais.


Pois a recente inoportuna vida aos montes retiro!
Se arrependimento matasse! Vampiros, frias lendas,
Por que vós, criaturas terríveis, precisam sentir?
Escuridão milenar! Urde a crueldade sobre ela!


Raiva, culpa, rancor, depressão, enfermos!
O que mais um vampiro poderia carregar consigo?
Seus beijos! Ouvia vozes, loucura incontrolável,
Porque, Deus, permitiu-me a sua aproximação?


Agora temo cruzes! Infaustas criaturas noturnas,
Que por imprudência ou ilusão não são mais diurnas.
Mas fui imprudente! Reclamar-lhes-ia eternamente,
Pois estas dores são de horror grotesco e ardente!


Preciso parar, agora, por favor, maldita, como..
Como pude eu, ha, hahaha, seus olhos, aqueles...
Terríveis olhos! Pretos, sua vibração hostil,
Penetrou-me e mostrou-me a escuridão do vil.


Mostrou-me o verdadeiro significado da luz,
E que foi a ausência da mesma que me fez,
Empolgado e feliz pronunciar três vezes,
O seu amaldiçoado nome, vampírico codinome.

Erich William von Tellerstein.