domingo, 9 de outubro de 2011

A Thought - Heartless

This dark reality goes away like a cloudy and stormy day, suddenly all the tempestuous clouds fade away and the sun comes shining. The question is: What is a bright day for you? A heartless or a hearty one? If you're happy, you can say "fuck you" to this answer and lock it in a very deep abyss.


Tradução para o Português:


Essa sombria realidade vai embora assim como um nublado e tormentoso dia, de repente todas as tempestuosas nuvens se dissipam e o sol surge brilhando. A questão é: O que é um dia claro para você? Um "sem-coração" ou um amável, sincero? Se você está feliz, você pode dizer "fuck you" para essa resposta e trancá-la num abismo muito profundo.




Ericson Willians (Nyarlathotep)

domingo, 2 de outubro de 2011

Poesia - A Maldição da Poesia


Muitos escrevem poesia pelo globo,
Mas poucos possuem a vil maldição,
Que uiva terrivelmente como lobo,
Dentro dos nossos portões da perdição,
Reverberando suntuosa e eternamente,
Amorfa exceto pelas faces da tentação,
Que a complementam em ardente corrente,
Matando leitores com rajadas no coração,
Uma vez que os mesmos a vislumbram,
Num surto de incontrolável corrupção,
Arremessando-os enquanto se torturam,
À uma longínqua e negra constelação,
Onde perdem-se para o desconhecido,
Por terem das trevas aceitado a torta mão,
Que emergiu de palavras qual recém-nascido,
Chorando e implorando por toda atenção.


Muitos escrevem poesia neste planeta,
Mas poucos possuem a vil maldição,
Que perfura fortemente qual baioneta,
E cuja dor representa toda a evolução.

Erich William von Tellerstein.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Poesia - O Abismo do Eu / The Abyss of Ego

O intenso negror ziguezagueante,
À inefável dor infinda e excruciante.
O inescrutável ardor luxuriante,
Aos vis mares de todo ser pensante.


Tendes vós então do Eu o abismo,
Que se apresenta como tormenta,
Violenta, virulenta e pestilenta,
Mal que reflete em todo organismo.


Manifesta-se em estranhos sonhos,
Ou em lúcido, diurno e onírico pavor.
Um horrível ser de aspectos tristonhos,
A treva traz como único favor e desfavor.


O inescrutável ardor luxuriante,
À inefável dor infinda e excruciante.
O intenso negror ziguezagueante,
Aos vis mares de todo ser pensante.


Tendes vós então do abismo o Eu,
Que se apresenta como um espelho,
Vermelho e que vem como conselho,
Mal que dura como eterno museu.


The Abyss of Ego (English Version)


The intense and zigzagging blackness,
To the ineffable and excruciating pain.
The inscrutable and luxuriant hotness,
To the vile seas of every thinking brain.


You have then from the Ego the abyss,
Which shows itself as a violent storm,
Ferocious, virulent and of horrible form,
An evil that destroys every spark of bliss.


Its manifestation takes place in odd dreams,
Or in lucid, diurnal and great oniric fright.
A being composed of the most horrid themes,
The pure darkness brings as the only light.


The inscrutable and luxuriant hotness,
To the ineffable and excruciating pain.
The intense and zigzagging blackness,
To the vile seas of every thinking brain.


You have then from the abyss the Ego,
Which shows itself as an endless mirror.
It comes as an advice, it couldn't be clearer,
An evil that lasts eternally in your credo.


Die Abgrund des Ichs (Deutsche Version)



Die Zickzack-laufende und angestrengte Schwärze,
Zum  unaussprechlichen und qualvollen Schmerz.
Die undurchschaubare und verschwenderische Hitze,
Zu den abscheulichen Meeren von jedem fühlenden Herz.


Dann hast du aus dem Ego die unendliche Abgrund, 
Die sich als ein gewalttätiger Sturm anzeigt.
Grausam, schrecklich und ganz und gar nicht gesund,
Ein Übel, das jede Glücklichkeit schmilzt.


In seltsamer Träume passiert ihre Erscheinungsform,
Oder in klarem, täglichem und traumartigem Schreck.
Ein Wesen von entsetzlicher grauenvollen Norm,
Die pure Dunkelheit ist ihre einzige und starke Zweck.


Die undurchschaubare und verschwenderische Hitze,
Zum  unaussprechlichen und qualvollen Schmerz.
Die Zickzack-laufende und angestrengte Schwärze,
Zu den abscheulichen Meeren von jedem fühlenden Herz.


Dann hast du aus der Abgrund das dunkle Ego, 
Die sich als ein unergründlicher Spiegel anzeigt.
Rot, lebensgefährlich, er macht die Seelen sich auslöschen,
Ein Übel, das durch die ganze Unendlichkeit längt.


Erich William von Tellerstein.
All poetical translations were made by me, Ericson Willians.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Poesia - Estrelado Céu


Já contemplastes vós um céu estrelado?
Não? Pois não sabeis o que é enlevação.
O que é mergulhar no cósmico fraseado,
Da infinda arte da incontável dimensão.


A auroral explosão de vis possibilidades,
A noturnal corrupção de eternos fins,
A manifestação do silêncio em raridades,
A abissal tortura em nebulosos jardins.


Como ousais ocultar-vos de vossa essência?
Nos confins do universo perdestes a sanidade!
No invulnerável céu jaz vossa magnificência!
Da poeira estelar compartilhais a longa idade!


Ah, nada como deitar-se calmo na grama,
E contemplar a infinitude do pontilhado céu.
Com tal ato elimina-se da vida o drama,
E dos antigos mistérios descortina-se o véu.


Erich William von Tellerstein.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Tradução - Nemesis (Poesia de H.P Lovecraft)

Olá a todos,

Este é um trabalho cuja complexidade em sua realização deve ser considerávelmente notável, visto que o vocabulário do Lovecraft era intensamente vasto e de amplos significados. Realizei esta tradução a meu modo, de maneira pessoal, desprovido de demais cuidados profissionais visto que não disponho de formação acadêmica necessária para receber critica a tal nível; entretanto, encerrei a tradução desta obra e ficaria agradecido em ler a opinião de vocês. Muitas obras do Lovecraft carecem de tradução para o Português e eu acho que mais brasileiros deveriam conhecer a magnificência contida em suas fantásticas e excepcionais obras.

Colocarei primeiro a minha tradução e em seguida o texto original do autor em Inglês.

Nemesis - Howard Phillips Lovecraft


Através dos bem-guardados portões do sono,
Passados na noite abismos abatidos,
Vivi minhas vidas tendo dos números o abandono,
Ressoando em todas as coisas com visão de vís sentidos,
E eu luto e grito onde o dia termina, sendo levado à loucura com pavor.

Rodopiei com a terra no crepúsculo matinal,
Quando o céu ainda era uma vaporosa chama.
Contemplei o bocejar do soturno universo ascensional,
Onde os planetas em seu negror giram em vil trama.
Onde eles giram em seu horror despercebido, desprovidos de saber, brilho ou nome.

Eu flutuei onde os oceanos não possuem fim,
Sob sinistros céus cinzentos e nublados.
De maneira que muitos raios laceram por fim,
Reverberando com histéricos gritos e tornados;
Com os gemidos de invisíveis demônios que emergem das esverdeadas águas.

Tenho imergido através dos arcos feito animal,
Do bosque primordial e grisalho,
Onde o carvalho sente a presença espectral,
E espreita onde nenhum espírito vaga em ato falho;
E eu fujo de algo a me perseguir, que observa através de gravetos mortos acima de mim.

Tenho cambaleado por montanhas escondidas por cavernas,
Que emergem estéreis e mortas da planície,
Tenho me embebedado em imundas fontes qual cego em tavernas,
Enevoadas fontes que exsudam-se ao pântano do fundo à superfície;
E em amaldiçoadas andorinhas-do-mar vi coisas que não ousaria ver novamente.

Escaneei o vasto palácio revestido de heras,
Trilhei seu desocupado salão,
Onde a lua a contorcer-se de vales por eras,
Demonstra tapeçadas cousas na parede com agressão;
Estranhas figuras discordantemente tecidas, das quais eu não suportaria recordar.

Tenho igualado da sacada de uma janela em admiração,
Nos moldadores prados que me cercam.
Nos muitos vilarejos que jazem abaixo com telhas em expansão
A maldição de um chão cujas covas o fecham;
E de carreiras de branco mármore esculpido ouço atentamente por som.

Assombrei as tumbas das eras,
Tenho fluido nos pinhões do medo.
Onde o esfumaçado Erebus arrota em crateras,
Onde os Jokulls cobertos de neve agigantam-se cedo;
E nos planos onde o sol do deserto consome aquilo que nunca pode animar.

Eu era velho quando ajustaram-se os faraós,
O trono ao Nilo coberto de jóias;
Eu era velho naquelas não-contadas épocas como avós,
Quando eu, e apenas eu, era vil.
E humano, apesar de não-atentado e feliz, residido em êxtase na longínqua ilha Ártica.

Oh, grande era o pecado de minha alma,
E grande é o alcance de sua perdição;
Não é a piedade dos céus que podem trazer-lhe calma,
Nem o descanso na sepultura encontrar sua localização:
Que venha as infinitas eras batendo suas asas de impiedosa treva.

Através dos bem-guardados portões do sono,
Passados na noite abismos abatidos,
Vivi minhas vidas tendo dos números o abandono,
Ressoando em todas as coisas com visão de vís sentidos,
E eu luto e grito onde o dia termina, sendo levado à loucura com pavor.


Tradução por Ericson Willians.

Original em Inglês:

Thro’ the ghoul-guarded gateways of slumber,
Past the wan-moon’d abysses of night,
I have liv’d o’er my lives without number,
I have sounded all things with my sight;
And I struggle and shriek ere the daybreak, being driven to madness with fright.

I have whirl’d with the earth at the dawning,
When the sky was a vaporous flame;
I have seen the dark universe yawning,
Where the black planets roll without aim;
Where they roll in their horror unheeded, without knowledge or lustre or name.

I had drifted o’er seas without ending,
Under sinister grey-clouded skies
That the many-fork’d lightning is rending,
That resound with hysterical cries;
With the moans of invisible daemons that out of the green waters rise.

I have plung’d like a deer thro’ the arches
Of the hoary primoridal grove,
Where the oaks feel the presence that marches
And stalks on where no spirit dares rove;
And I flee from a thing that surrounds me, and leers thro’ dead branches above.

I have stumbled by cave-ridden mountains
That rise barren and bleak from the plain,
I have drunk of the fog-foetid fountains
That ooze down to the marsh and the main;
And in hot cursed tarns I have seen things I care not to gaze on again.

I have scann’d the vast ivy-clad palace,
I have trod its untenanted hall,
Where the moon writhing up from the valleys
Shews the tapestried things on the wall;
Strange figures discordantly woven, which I cannot endure to recall.

I have peer’d from the casement in wonder
At the mouldering meadows around,
At the many-roof’d village laid under
The curse of a grave-girdled ground;
And from rows of white urn-carven marble I listen intently for sound.

I have haunted the tombs of the ages,
I have flown on the pinions of fear
Where the smoke-belching Erebus rages,
Where the jokulls loom snow-clad and drear:
And in realms where the sun of the desert consumes what it never can cheer.

I was old when the Pharaohs first mounted
The jewel-deck’d throne by the Nile;
I was old in those epochs uncounted
When I, and I only, was vile;
And Man, yet untainted and happy, dwelt in bliss on the far Arctic isle.

Oh, great was the sin of my spirit,
And great is the reach of its doom;
Not the pity of Heaven can cheer it,
Nor can respite be found in the tomb:
Down the infinite aeons come beating the wings of unmerciful gloom.

Thro’ the ghoul-guarded gateways of slumber,
Past the wan-moon’d abysses of night,
I have liv’d o’er my lives without number,
I have sounded all things with my sight;
And I struggle and shriek ere the daybreak, being driven to madness with fright.


Translated to Portuguese by Erich William von Tellerstein.