A arte de retratar o infindo abismo,
Em toda a sua vasta fauna e flora.
O olhar da pintura com hipnotismo,
O efeito ameaçador aqui e agora.
O arrepio da percepção do colossal,
Vagante pelos oceanos da mente.
O efeito do eterno resultado abissal,
Amplificando-se vil e envolvente.
O mágico criar do pincel dançante,
Dando vida ao onírico e indizível.
Sombreado vivo, morto e irradiante,
Dando vida a um universo inexprimível.
A arte de retratar o abismo do infinito,
Através de toda a sua cósmica natureza.
O olhar da pintura que sabe do escrito,
O efeito ameaçador que nos dá certeza.
O arrepio da percepção incomensurável,
Sentida pelos oceanos de toda a alma.
O efeito do resultado sempre alcançável,
Amplificando-se por toda a calma.
O mágico criar do pincel atuante,
Concedendo vida ao de todo brilhante,
Cuja morada é no negror cintilante,
E que rasteja desprovido de semblante.
7 são as estrofes do Abissal Retratar,
Para toda a sua ampla fauna e flora.
7 são os olhares do Abissal Retratar,
E o efeito será sempre aqui e agora.
Erich William von Tellerstein.
This dark reality goes away like a cloudy and stormy day, suddenly all the tempestuous clouds fade away and the sun comes shining. The question is: What is a bright day for you? A heartless or a hearty one? If you're happy, you can say "fuck you" to this answer and lock it in a very deep abyss.
Tradução para o Português:
Essa sombria realidade vai embora assim como um nublado e tormentoso dia, de repente todas as tempestuosas nuvens se dissipam e o sol surge brilhando. A questão é: O que é um dia claro para você? Um "sem-coração" ou um amável, sincero? Se você está feliz, você pode dizer "fuck you" para essa resposta e trancá-la num abismo muito profundo.
Ericson Willians (Nyarlathotep)
Muitos escrevem poesia pelo globo,
Mas poucos possuem a vil maldição,
Que uiva terrivelmente como lobo,
Dentro dos nossos portões da perdição,
Reverberando suntuosa e eternamente,
Amorfa exceto pelas faces da tentação,
Que a complementam em ardente corrente,
Matando leitores com rajadas no coração,
Uma vez que os mesmos a vislumbram,
Num surto de incontrolável corrupção,
Arremessando-os enquanto se torturam,
À uma longínqua e negra constelação,
Onde perdem-se para o desconhecido,
Por terem das trevas aceitado a torta mão,
Que emergiu de palavras qual recém-nascido,
Chorando e implorando por toda atenção.
Muitos escrevem poesia neste planeta,
Mas poucos possuem a vil maldição,
Que perfura fortemente qual baioneta,
E cuja dor representa toda a evolução.
Erich William von Tellerstein.
O intenso negror ziguezagueante,
À inefável dor infinda e excruciante.
O inescrutável ardor luxuriante,
Aos vis mares de todo ser pensante.
Tendes vós então do Eu o abismo,
Que se apresenta como tormenta,
Violenta, virulenta e pestilenta,
Mal que reflete em todo organismo.
Manifesta-se em estranhos sonhos,
Ou em lúcido, diurno e onírico pavor.
Um horrível ser de aspectos tristonhos,
A treva traz como único favor e desfavor.
O inescrutável ardor luxuriante,
À inefável dor infinda e excruciante.
O intenso negror ziguezagueante,
Aos vis mares de todo ser pensante.
Tendes vós então do abismo o Eu,
Que se apresenta como um espelho,
Vermelho e que vem como conselho,
Mal que dura como eterno museu.
The Abyss of Ego (English Version)
The intense and zigzagging blackness,
To the ineffable and excruciating pain.
The inscrutable and luxuriant hotness,
To the vile seas of every thinking brain.
You have then from the Ego the abyss,
Which shows itself as a violent storm,
Ferocious, virulent and of horrible form,
An evil that destroys every spark of bliss.
Its manifestation takes place in odd dreams,
Or in lucid, diurnal and great oniric fright.
A being composed of the most horrid themes,
The pure darkness brings as the only light.
The inscrutable and luxuriant hotness,
To the ineffable and excruciating pain.
The intense and zigzagging blackness,
To the vile seas of every thinking brain.
You have then from the abyss the Ego,
Which shows itself as an endless mirror.
It comes as an advice, it couldn't be clearer,
An evil that lasts eternally in your credo.
Die Abgrund des Ichs (Deutsche Version)
Die Zickzack-laufende und angestrengte Schwärze,
Zum unaussprechlichen und qualvollen Schmerz.
Die undurchschaubare und verschwenderische Hitze,
Zu den abscheulichen Meeren von jedem fühlenden Herz.
Dann hast du aus dem Ego die unendliche Abgrund,
Die sich als ein gewalttätiger Sturm anzeigt.
Grausam, schrecklich und ganz und gar nicht gesund,
Ein Übel, das jede Glücklichkeit schmilzt.
In seltsamer Träume passiert ihre Erscheinungsform,
Oder in klarem, täglichem und traumartigem Schreck.
Ein Wesen von entsetzlicher grauenvollen Norm,
Die pure Dunkelheit ist ihre einzige und starke Zweck.
Die undurchschaubare und verschwenderische Hitze,
Zum unaussprechlichen und qualvollen Schmerz.
Die Zickzack-laufende und angestrengte Schwärze,
Zu den abscheulichen Meeren von jedem fühlenden Herz.
Dann hast du aus der Abgrund das dunkle Ego,
Die sich als ein unergründlicher Spiegel anzeigt.
Rot, lebensgefährlich, er macht die Seelen sich auslöschen,
Ein Übel, das durch die ganze Unendlichkeit längt.
Erich William von Tellerstein.
All poetical translations were made by me, Ericson Willians.
Já contemplastes vós um céu estrelado?
Não? Pois não sabeis o que é enlevação.
O que é mergulhar no cósmico fraseado,
Da infinda arte da incontável dimensão.
A auroral explosão de vis possibilidades,
A noturnal corrupção de eternos fins,
A manifestação do silêncio em raridades,
A abissal tortura em nebulosos jardins.
Como ousais ocultar-vos de vossa essência?
Nos confins do universo perdestes a sanidade!
No invulnerável céu jaz vossa magnificência!
Da poeira estelar compartilhais a longa idade!
Ah, nada como deitar-se calmo na grama,
E contemplar a infinitude do pontilhado céu.
Com tal ato elimina-se da vida o drama,
E dos antigos mistérios descortina-se o véu.
Erich William von Tellerstein.