sábado, 12 de janeiro de 2013

Escravidão Moderna

Antigamente se tinha pouca informação disponível, mas grande sede por conhecimento. Hoje em dia se tem muita informação disponível, e futilidade incomensurável. Quem tem sede de conhecimento nos dias de hoje reina ou reinará, pois, não é à toa que incontáveis humanos viciam-se em aparelhos e aplicativos que não foram feitos por eles. Quem os fez, busca conhecimento há tempos; e eles, meros usuários, são vítimas do estudo que tanto lutam para se afastar, para que possam adentrar cada vez mais profundamente na caverna de Platão; formando uma sociedade de súditos espeleólogos.

Ericson Willians.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Poesia - Lago Drago


Profundo na onírica floresta,
Que enegrecida por velhos demônios,
Foi consumida por nuvem funesta;
Jaz lago drago dos pandemônios.

O silêncio é sua atroz morada;
Entretanto, é de todo gritante:
Vocifera excruciante e berrante,
Mas sem perder sua morte amada.

Lago drago dorme entorpecido,
Porém vigia-lhe toda a alma;
Que se um dia ostentou calma,
Certamente há de ter padecido.

Profundo por entre lar de bruxedos,
Que velhos seres puseram vis dedos,
Jaz lago drago dos alados demônios,
Mestres da dor e dos pandemônios.

Não obstante, reis em todo o abismo,
Conjuram tênue luz esverdeada;
Sobre a água parada sob hipnotismo,
De Lago Drago da paz crucificada.

Não somente pregada, mas enterrada,
Embora mais inefável impossível,
Em seu torpor de ordem inconcebível,
E mergulhado em caos de rajada:

De seres das vibrações do fogo,
Do mais cavernoso dos andares,
De um inferno vil de vil jogo,
Em pavorosa visão ladra de alma.

Profundo na onírica floresta,
Que enegrecida por velhos demônios,
Foi consumida por nuvem funesta;
Jaz dragão criador de pandemônios.

Erich William von Tellerstein.

sábado, 7 de julho de 2012

A Rainha do Reino das Sombras


Nasceu nas trevas do nono complexo de catacumbas; 
Nas purpúreas chamas do vasto inferno de atrocidades.
Em sua fúria torturou antigo espírito condenado, 
Assim que cruzou venenoso lago corrosivo a nado.


Tal tortura deu forma a uma criatura até então amorfa, 
Que destacou-se entre diabretes de crueldade órfã.


Rezou enquanto excruciava frenética:


Chama infernal,
Que urge ardente.
Espalhe o mal,
Que apraz a gente.


O abismo clama por nós;
Seu denso e vil negror. 
Desmembra logo após,
Tempestade de horror.


Mate pois da morte vem a vida,
Já que a vida é nada além da morte.


Nasceu nas trevas do nono complexo de catacumbas; 
Nas purpúreas chamas do vasto inferno de atrocidades.
Com sua magia torturou antigo errante espirito, 
Assim que amaldiçoou torto vale dos malditos.


Rezou enquanto deleitava-se frenética:


Chama infernal,
Que urge ardente.
Espalhe o mal,
Que apraz a gente.


As vis trevas conspiram;
Em rancor colossal. 
Para aqueles que riram,
Do torpor abissal.


Mate pois da morte vem a vida,
Já que a vida é nada além da morte.

Erich William von Tellerstein.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Poesia - Espectro Triangular

"A Bruxa, por Agatha Walvike."

Foi em terrível noite fria e luarenta,
Que fez-se visível sua abissal criação:
Cavernosa criatura que vil aparenta,
Ter sido mutilada por férrea mão.


Trata-se da sublime arte do inominável,
De uma bruxa de olhar indecifrável.
Carrasco de cabeça triangular criou,
A fim de decepar quem vislumbrou:


A Grande Noite de Rubra Dor.


Tenebroso evento sanguinolento,
Onde se sente garras no vento,
Ocorre em limoso círculo pedroso,
O qual verte assassino em medroso.


Muitos são escolhidos para sacrifício,
Em nome de horrendo e cósmico ofício:
O das inescrutáveis trevas rastejantes,
Que têm do Sangue o valor de diamantes.


Eis o Guardião dos Condenados!
A maldição sempre triunfante,
Que desmembra os amaldiçoados,
Em fúria de velho horror arfante.


Trata-se da majestosa arte do inominado,
De bruxa que no inferno tem seu reinado.
Funesto monstro de cabeça triangular evocou,
A fim de cessar a voz que no silêncio ecoou.


A fim de cessar a tua voz,
Na Grande Noite de Rubra Dor.


Erich William von Tellerstein.

Imagem original do escaneamento de Agatha Walvike.


segunda-feira, 28 de maio de 2012

Poesia - Guardiã do Umbral


Que sentiria ao fitar profundamente,
Guardiã do Umbral que gela-lhe a mente?
Com olhos negros como o vil abismo,
Que destroem-lhe a alma com romantismo.


Serpentiforme em sua notável beleza,
Portadora de colar de jóia luminífera;
Fareja inexorável os traços da avareza,
Obliterando quando há psique infrutífera.


Sentiria incessantes fortes calafrios?
Deletérios arrepios sórdidos e frios?
Com olhos de mortal perdido no abismo,
Que ignorou toda a vida o misticismo.


Labirintiforme em sua ofuscada pureza,
É mestre no assolar de noite mortífera;
Fareja soporífera os traços da fraqueza,
Envenenando quando há vida calorífera.


Que sentiria ao evocar do infinito abismo,
Guardiã do Umbral que desperta-lhe a mente?
Com olhos penetrantes em morto erotismo,
Que picam-lhe a vida qual letal serpente.


Erich William von Tellerstein.