Não!
...........
Prosseguindo, terá em sua mente:
A condenação é apenas um prelúdio,
Assim como o suicídio, um prelúdio.
A vida é uma bênção num inferno sagrado,
Que se renova com sangue demasiado profanado.
A tormenta flamejante manifesta-se,
Como interpretam-se as sutilezas do cotidiano.
E a comporta enferrujada decompõe-se,
Como demonstram-se as maquinações do mundano.
Orquestrações vulcânicas atingem o topo,
E a luz derruba até o mas triste misantropo.
Calor do fluxo oblitera a perdida existência,
E o pseudo vivo percebe a antiga inexistência.
Cotidiano torna-se a pior das maldições,
E as multidões queimam-se nas erupções.
Olham para si mesmos os mais eruditos,
Pois sabem que vem do interno o mais desesperado dos gritos.
Acorda o morto, renasce a Fênix,
Vive o tudo do nada, e de repente,
Adquire-se a consciência de que o cima,
Nada mais é e nunca foi, que o baixo.
Erich William von Tellerstein.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Poesia - O Gritar do Abominável
Quando os trovões infernais ecoam,
Sente-se apenas o Vil interminável.
E quando todos os corvos voam,
Ouve-se apenas o gritar do abominável.
Como quando se esta próximo ao poço,
Prestes a dar-se um fim tenebroso.
Ou como quando se alcança o esboço,
Da morte inescrutável num buraco cavernoso.
Vil este que seculariza uma atmosférica podridão,
Através de maquiavélicas feições de cão.
Demônios das mais profundas fendas abissais,
São estes de feições flamejantes e colossais.
Manifesta-se o horrendo, atrai-se o desastre,
E todos reparam que COMPÕEM este desastre.
Então, por fim, ouvem os trovões infernais,
E logo mais terminam SENDO infernais.
Como quando se vive neste abismo transitório,
Conhecido como planeta terra ou mal ilusório.
Ou como quando se alcança a majestosa consciência,
De que todos nós atuamos num teatro de demência.
Erich William von Tellerstein.
sábado, 6 de novembro de 2010
Poesia - Viagem ao Submundo
Oh doce viagem ao submundo!
Do imundo conheço este mundo!
O térreo é sempre tão profano,
O que desejam é ser mundano.
Salamandras queimam mortais,
Corvos atormentam os imortais.
O portal da luz esta no abismo,
Escondido, sob medo e egoísmo.
Dragões do oculto mundo do espelho,
Guardam a honorável cruz em conselho.
Grande cálice do vinho sagrado eterno,
Que sua fonte seja minha até no inferno.
Erich William von Tellerstein.
Do imundo conheço este mundo!
O térreo é sempre tão profano,
O que desejam é ser mundano.
Salamandras queimam mortais,
Corvos atormentam os imortais.
O portal da luz esta no abismo,
Escondido, sob medo e egoísmo.
Dragões do oculto mundo do espelho,
Guardam a honorável cruz em conselho.
Grande cálice do vinho sagrado eterno,
Que sua fonte seja minha até no inferno.
Erich William von Tellerstein.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Poesia - A Escuridão de um Momento
Sabe aquele momento? Aquele momento?
Se não sabe, saberá...
Em que as nuances do cotidiano,
Em que os véus da clara realidade,
Começam a incinerar-se com uma luz,
Uma luz... Uma luz que ofusca os olhos,
E que então, de repente, outra realidade,
Surge, das chamas e do desconhecido,
Para te acordar? Para mostrar-lhe?
Aquele momento em que sente todos os momentos,
Em que se sente completamente e não sente nada
Ao mesmo tempo, no mesmo pensar e sentir.
Que sente um calafrio, sente a atmosfera mudar,
Sente a verdade suprema de tudo aquilo que é,
E de tudo aquilo que se aproxima, cada vez mais...
E que se aproxima, com calma, paciência, à espreita,
Para devorar-lhe a mais profunda inconsciência,
E deixar apenas os ossos da incomensurabilidade.
A escuridão de um momento é indizível, inexplicável,
Compõe todos os momentos e compõe você, mortal,
Que compõe os ossos de todos os cemitérios,
A suposta luz de todas as pinturas sacras,
E o amaldiçoado olhar dos demônios esquecidos.
A escuridão de um momento, É AGORA!
Erich William von Tellerstein.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Poesia - O Carrasco
Tecer-se-ão da desdita infinda panos pretos,
Vestí-los-ei logo, em funesta oportunidade.
Dizem-me Não furiosos, mas ignorá-los-ei;
Hão de ameaçar-me, julgá-los-ei, por isso.
Demandar-se-iam muito mais destes detentos,
Dos quais compõem-me os tristes pensamentos,
Se piores fossem os já horríveis comportamentos,
Em diversos outros oníricos e horrendos momentos.
Meu machado, afiá-lo-ei; hei de dar-lhes breve fim,
O público utilizar-se-á de urros para eles e para mim.
Todos seguidos de aplausos; dar-me-ão sagrado esconjuro?
Põem-me num alto muro, pois hei de cair no cruel escuro.
Jorrar-se-ão lágrimas previamente, que posso fazer?
Trata-se de minha profissão; ou o faço, ou irei jazer:
De fome, frio, sem aposento; aposentar-me-ia um dia,
Mas infelizmente, O tão sonhado sempre se tardia.
Tardar-se-ía a chegada dos bons dias menos,
Se soubéssemos lidar com nossa própria existência.
Demonstrar-se-iam mais os anjos; não os culpemos,
Indevidamente e ignorantemente, por sua ausência.
Encontrava-me outrora degenerado espiritualmente,
Pois apreciavam-me tais escárnios, sentimentalmente.
Condolências eu enviaria às famílias destruídas,
Se estas não desejassem minha morte, reunidas.
Formam-se que energias ao redor do corpo e da alma?
Hei de imaginar que boas, se esta deixa o mesmo, calma.
Romper-se-ia o cordão prateado que os conecta quando?
Instantaneamente devido a morte brutal? Sem pranto?
Existem aqueles que apreciam o rolar das cabeças?
São criminosos, penosos, que compõem um quebra-cabeças.
Mas porque quebraram cabeças, hei de separá-las feliz?
Sugeri-me verdade maior, se esta, a vós, não condiz.
Belas missas empreender-nos-íamos, mas estes, odiados são;
Segundo todos: encarnações de demônios; nem mesmo um é são.
Pesa-me o peito, destrói-me a alma: túmulos sem flores;
Sem contestações, incontáveis... Sou criador de dores!
Oh seres das elevadas dimensões! Manifestai-vos!
Ajudai! Como irei dormir? Choros soam como uivos!
A cada pobre executado, mais se corrompe minh'alma!
Devo livrar-me, me livrar! É colossal o trauma.
Distanciai-me de tal repugnante realidade!
Almas cortadas, perdidas, insana maldade!
Imaginam todos a vida de um carrasco?
Conseguí-lo-iam? De veneno encho um frasco.
Tirar-me-ia a infausta vida, pouparia mais mortais,
Mas demoraria pouco, para outro ocupar-me o lugar.
Reconhecer-me-ia, valorizaria muito minha vida,
Mas esta profanarei e não a irei querer comprida.
Acato ordens que sobre mim são severamente impostas;
Para a maldade do povo nunca fecharam-se as portas.
Acostumar-me-ei inevitavelmente com tal rotina,
Pois do contrário, de depressão, o sol queimar-me-á a retina.
Trazer-me-íam já, a luz, os inefáveis anjos;
Mas deverei esperar, pois jamais fugirei.
Manifestarei as trevas, mesmo com arcanjos,
Observando-me; dominarei minhas leis.
Implorar-lhes-ei desde já que força me concedam,
Pois estender-se-á tal lamentável serviço.
Dar-lhes-ei toda a minha fé, com fé me enriqueçam!
Hei de retornar, ao infinito, bem; Ao Deus maciço.
Erich William von Tellerstein.
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