terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Poema - Vampírica Insanidade
Bela e sensual, expressava-se com calma,
Olhos abissais, causava-me pavor na alma,
Porém, acendendo em mim uma intensa chama,
Que permitia-me envolver-nos naquela cama.
Vampírica em sua gélida pele, como a morte,
Mordeu-me severamente, achei que era sorte.
Ferviam-me todo o sangue fluídos infernais,
Entorpeceram-me com dor as ondas cerebrais.
Implantou-me o vil de sua estirpe mágica,
Enquanto ria ensangüentada e teatral.
Roubei-lhe os olhares tenebrosos, somos um;
Maldição! Devia satisfazer-me apenas com rum.
Mas ousado fui ao permitir-lhe a entrada,
Em meus aposentos, três vezes fiz a chamada.
Voluptuosa de infalível taciturno deleite,
Fez-me de sua presa, nada mais que enfeite.
Em sua maldita vida de tristes maldições!
Raios! Se eu pudesse mudar minhas aptidões!
Vampírica câmara mortuária! Mate-me! Mate-me!
Gritei, em vão; Deus, por favor, perdoai-me!
Lentamente se afastara, irônica e sorridente,
Enquanto eu sofria em caos dormente e veemente.
Senti o mal alterar-me as forças corporais,
Até tornar-me verme de qualidades espectrais.
Pois a recente inoportuna vida aos montes retiro!
Se arrependimento matasse! Vampiros, frias lendas,
Por que vós, criaturas terríveis, precisam sentir?
Escuridão milenar! Urde a crueldade sobre ela!
Raiva, culpa, rancor, depressão, enfermos!
O que mais um vampiro poderia carregar consigo?
Seus beijos! Ouvia vozes, loucura incontrolável,
Porque, Deus, permitiu-me a sua aproximação?
Agora temo cruzes! Infaustas criaturas noturnas,
Que por imprudência ou ilusão não são mais diurnas.
Mas fui imprudente! Reclamar-lhes-ia eternamente,
Pois estas dores são de horror grotesco e ardente!
Preciso parar, agora, por favor, maldita, como..
Como pude eu, ha, hahaha, seus olhos, aqueles...
Terríveis olhos! Pretos, sua vibração hostil,
Penetrou-me e mostrou-me a escuridão do vil.
Mostrou-me o verdadeiro significado da luz,
E que foi a ausência da mesma que me fez,
Empolgado e feliz pronunciar três vezes,
O seu amaldiçoado nome, vampírico codinome.
Erich William von Tellerstein.
sábado, 15 de janeiro de 2011
Poema - Perdido no Abismo
Correndo incansavelmente à procura da escada,
Encontra-se o mortal, ao chorar no nascimento,
Avistando aqueles que impor-lhe-ão o Catolicismo,
Islamismo, Judaísmo, O Tudo, mas sem liberdade.
Percorrendo um escorregadio e mortuário labirinto,
Com crânios recentes e outros ossos de mais idade;
Encontra-se aquele que nasce, ao vislumbrar a luz,
Da irreal realidade dos Pseudo-Reais manipuladores.
Na chama invisível queima-se aquele que ganhou vida,
Todos os dias ao acordar e esquecer que existindo esta.
Respira os dejetos da própria espécie diariamente e,
Como contribuinte, os expira com sorrisos de falsidade.
Labirintiforme simulação do medo coletivo introduziu-se,
Ao permitir-se experimentar a fantástica chegada ao mundo.
Porém, agora, não obstante, corre perdido num vil abismo,
E luta com forças que não se lembra para vencer suas sombras.
A morte terá de matar para encontrar a escada, deixando,
Pegadas na terra negra e ensangüentada desta dimensão,
Para os próximos aventureiros nesta bola azul Terra,
Poderem beneficiar-se com o Grande Retorno, à bela-luz.
Erich William von Tellerstein.
Encontra-se o mortal, ao chorar no nascimento,
Avistando aqueles que impor-lhe-ão o Catolicismo,
Islamismo, Judaísmo, O Tudo, mas sem liberdade.
Percorrendo um escorregadio e mortuário labirinto,
Com crânios recentes e outros ossos de mais idade;
Encontra-se aquele que nasce, ao vislumbrar a luz,
Da irreal realidade dos Pseudo-Reais manipuladores.
Na chama invisível queima-se aquele que ganhou vida,
Todos os dias ao acordar e esquecer que existindo esta.
Respira os dejetos da própria espécie diariamente e,
Como contribuinte, os expira com sorrisos de falsidade.
Labirintiforme simulação do medo coletivo introduziu-se,
Ao permitir-se experimentar a fantástica chegada ao mundo.
Porém, agora, não obstante, corre perdido num vil abismo,
E luta com forças que não se lembra para vencer suas sombras.
A morte terá de matar para encontrar a escada, deixando,
Pegadas na terra negra e ensangüentada desta dimensão,
Para os próximos aventureiros nesta bola azul Terra,
Poderem beneficiar-se com o Grande Retorno, à bela-luz.
Erich William von Tellerstein.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Matéria - Early Modern English ("Inglês Arcaico")
É com imensa bondade e grande honra que reúno aqui para os curiosos como eu algumas interessantes informações à respeito do esquecido "Inglês de Shakespeare", com alterações na segunda pessoa do singular que encontramos apenas em algumas letras de músicas ou citações da bíblia, em filmes, e etc.
"Get away from me!
Take heed to thyself and see my face no more!
for in the day Thou see my face
Thou shalt die!"
- Exodus 10:28
Take heed to thyself and see my face no more!
for in the day Thou see my face
Thou shalt die!"
- Exodus 10:28
Este trecho bíblico é utilizado na música "The Pharaoh Sails to Orion" do Nightwish. Eventualmente encontramos em algumas letras de músicas (Metal) os termos "thy", "thou", "thyself", "thee, "thine" e etc, termos que fazem parte do Early Modern English (EModE), que sobrevivem principalmente pela bíblia e através da Arte.
Estes termos foram utilizados entre os anos de 1470 e 1700, foram amplamente utilizados na tradução da Holy Bible pela Church of England, conhecida como King James Bible (E em seu período, num geral, assim como foram muito utilizados por William Shakespeare).
"Is this a dagger which I see before me,
The handle toward my hand? Come, let me clutch thee;
I have thee not, and yet I see thee still.
Art thou not, fatal vision, sensible
To feeling as to sight? or art thou but
A dagger of the mind, a false creation,
Proceeding from the heat-oppressed brain?
I see thee yet, in form as palpable
As this which now I draw."
The handle toward my hand? Come, let me clutch thee;
I have thee not, and yet I see thee still.
Art thou not, fatal vision, sensible
To feeling as to sight? or art thou but
A dagger of the mind, a false creation,
Proceeding from the heat-oppressed brain?
I see thee yet, in form as palpable
As this which now I draw."
Macbeth - William Shakespeare (1ª Cena, 2º Ato)
Segue abaixo uma tabela com os pronomes pessoais e possessivos utilizados neste período (Em Inglês):
| Subjective | Objective | Possessive | Present Tense Verb Ending | |
| 1st Pers. Sing. | I | me | my/mine[1] | none |
| 2nd Pers. Sing. | thou | thee | thy/thine[1] | -est |
| 3rd Pers. Sing. | he/she/it | him/her/it | his/her/its | -eth |
| 1st Pers. Plural | we | us | our | none |
| 2nd Pers. Plural | ye/you[2] | you | your | none |
| 3rd Pers. Plural | they | them | their | none |
| [1]: "Mine" and "thine" were used before "h" and vowels, much as "an" was. | ||||
| [2]: "You" had replaced "ye" for most plural uses by 1600. | ||||
Eu grifei a terminação dos verbos em azul pois é uma observação muitíssimo importante no que se refere à utilização correta destes termos. Quanto mais antigo o Inglês, mais próximo de suas origens germânicas este é, ou seja, "Thou" na segunda pessoa do singular é muito mais parecido com a segunda pessoa do singular "Du" em Alemão que "You", o que podemos notar claramente. Deixarei aqui uma tabela com a conjugação do verbo "To be" e "To have" em Inglês desta época (Tabela original de um site), e criarei em seguida uma tabela de comparação com a conjugação do Alemão.
| to be - Present tense | to have - Present tense |
| I am | I have |
| thou art | thou hast |
| he/she/it is | he/she/it hath |
| we are | we have |
| ye are | ye have |
| they are | they have |
| Verbo "haben" (Verbo "ter" em Alemão) no Present | to have - Present tense |
| ich habe | I have |
| du hast | thou hast |
| er/sie/es hat | he/she/it hath |
| wir haben | we have |
| ihr habt | ye have |
| sie haben | they have |
Segue abaixo a conjugação completa do verbo "to fear" (Temer) em Early Modern English em comparação com o verbo equivalente em Alemão "fürchten", digitada por mim de um dicionário da Langenscheidt de English-Deutsch / Deutsch-English, edição raríssima de 1931 com mais de 1000 páginas, que fiz questão de comprar no ano passado por um preço amigável para satisfazer a minha insanidade. Preste muito a atenção nas terminações do Inglês na segunda pessoa do singular (thou) e na terceira do singular e na semelhança da mesma com o Alemão.
| fürchten (Präsens) | to fear (Present) |
| ich fürchte | I fear |
| du fürchtest | thou fearest |
| er/sie/es fürchtet | he/she/it feareth |
| wir fürchten | we fear |
| ihr fürchtet | ye fear |
| sie fürchten | they fear |
| fürchten (Futurum Eins) | to fear (First Future) |
| ich werde fürchten | I shall fear |
| du wirst fürchten | thou wilt fear |
| er/sie/es wird fürchten | he/she/it willeth fear |
| wir werden fürchten | we shall fear |
| ihr werdet fürchten | ye will fear |
| sie werden fürchten | they will fear |
| fürchten (Perfectum) | to fear (Perfect) |
| ich habe gefürchtet | I have feared |
| du hast gefürchtet | thou hast feared |
| er/sie/es hat gefürchtet | he/she/it hath feared |
| wir haben gefürchtet | we have feared |
| ihr habt gefürchtet | ye have feared |
| sie haben gefürchtet | they have feared |
| fürchten (Präteritum) | to fear (Preterite) |
| ich fürchtete | I feared |
| du fürchtetest | thou fearedst |
| er/sie/es fürchtete | he/she/it feared |
| wir fürchteten | we feared |
| ihr fürchtetet | ye feared |
| sie fürchteten | they feared |
| fürchten (Konditionalis Eins) | to fear (First Conditional) |
| ich würde fürchten | I should fear |
| du würdest fürchten | thou wouldst fear |
| er/sie/es würde fürchten | he/she/it would fear |
| wir würden fürchten | we should fear |
| ihr würdet fürchten | ye would fear |
| sie würden fürchten | they would fear |
| fürchten (Plusquamperfectum) | to fear (Plusperfect) |
| ich hatte gefürchtet | I had feared |
| du hattest gefürchtet | thou hadst feared |
| er/sie/es hatte gefürchtet | he/she/it had feared |
| wir hatten gefürchtet | we had feared |
| ihr hattet gefürchtet | ye had feared |
| sie hatten gefürchtet | they had feared |
| fürchten (Futurum Zwei) | to fear (Second Future) |
| ich werde gefürchtet haben | I shall have feared |
| du wirst gefürchtet haben | thou wilt have feared |
| er/sie/es wird gefürchtet haben | he/she/it willeth have feared |
| wir werden gefürchtet haben | we shall have feared |
| ihr werdet gefürchtet haben | ye will have feared |
| sie werden gefürchtet haben | they will have feared |
| fürchten (Konditionalis Zwei) | to fear (Second Conditional) |
| ich würde gefürchtet haben | I should have feared |
| du würdest gefürchtet haben | thou wouldst have feared |
| er/sie/es würde gefürchtet haben | he/she/it would have feared |
| wir würden gefürchtet haben | we should have feared |
| ihr würdet gefürchtet haben | ye would have feared |
| sie würden gefürchtet haben | they would have feared |
Acabou de contemplar junto a mim um pouco de meus estudos (Dos quais tanto gosto), com a única diferença de que eu perdi muito tempo digitando a conjugação de todos os tempos do verbo "to fear" em Alemão e Inglês Arcaico para contemplar. Escreverei em seguida alguns exemplos aleatórios para que possa compreender melhor e poder utilizar quando quiser:
Thy blood. (Teu sangue)
There's a monster, it hath thousand eyes. (Ali tem um monstro, ele tem mil olhos.)
Thou art my wife. (Tu és minha esposa.)
Sire, thou shalt ride back to Camelot. (Senhor, tu deves cavalgar de volta para Camelot.)
The love of thine meaneth the happiness of mine. (O teu amor tem como significado a minha felicidade.)
Those whom the Gods detest, shall curse the Kingdom of south. The Great Kingdom, which hath fortified walls. (Aqueles que os Deuses detestam deverão amaldiçoar o reino do sul. O grande reino, do qual possui muros fortificados.)
etc...
Enfim, sintam-se à vontade para apontar erros que eu tenha deixado passar despercebido, escrevi o post relativamente rápido e não me preocupando frenéticamente com isso (Sem contar que não sou formado em Inglês, nem em Alemão, apenas um humano com strange tastes). Espero que tenham gostado do post, que o mesmo tenha sido no mínimo interessante e que comentem!
Sou muito grato.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Poema - Morgana em Vermelhas Vestes
Vestiu-se com sangue pois sangue esta noite lhe trará,
Seja por sua adaga, seus feitiços ou forças ocultas.
Seu desejo de vingança revela-se em olhos de serpente;
Não há de falhar em tal missão tenebrosa e ardente.
Pelas florestas do leste cavalgou sozinha por gélidas noites,
Para encontrar-se com quem confia sua terrível ambição.
Um grande reino de dimensões infernais em terra, pretende,
Ao assassinar o meio-irmão príncipe; conferir-lhe-á tal presente.
Com prazer em suas veias deseja comprazer o infindo abismo,
Manifestando pelo norte, sul, leste e oeste seu egocentrismo.
Cidadãos do reino, envenenar-lhes-ão seus súditos de morte,
Atingindo suas fontes de água, injetando um mal de seu porte.
Camelot! Chamas de incontáveis infernos carbonizar-lhes-ão as torres,
Vilarejos, muros, províncias, jardins e criando invejáveis e excruciantes dores.
Apocalipse há de trazer-lhes para que possam desfrutar duma nova era,
Era de Morgana quando ousou conquistar Camelot, como sempre quisera.
Erich William von Tellerstein.
domingo, 2 de janeiro de 2011
Matéria - O Modelo de Pickman, Inspiração (Lovecraft)
Sem sombra de dúvidas é um de meus contos favoritos do Lovecraft, a história do Pintor-Demônio Richard Upton Pickman, que pintava quadros cuja bestialidade e indescritível terror assombravam seu antigo amigo Thurber, que narra a história com grande nervosismo. Sou louco para postar este FANTÁSTICO conto aqui em meu blog, porém, infelizmente, não encontro nenhuma versão em Português disponível na internet, apenas em Inglês e Espanhol. Li este conto apenas em Português e em Alemão, porém, tão infelizmente quanto, o livro que eu possuía que continha este conto em Português (O Chamado de Cthulhu e outros contos) ficou com um professor que emprestei há um bom tempo atrás e não possuo contato, o que me impede de escrevê-lo aqui, e o meu livro com os contos em Alemão esta comigo, porém, além de eu não ter a incomensurável paciência disponível para traduzir, o mesmo teve um destino tão bizarro quanto a sua própria natureza em si (Cthulhu Geister Geschichten), e não convém contar o que aconteceu (Assim que eu tiver em mãos eu postarei aqui no Blog o conto em Português).
Pois bem, Pickman pintava quadros de natureza profundamente infernal, conseguia captar energias infra-dimensionais e naturalmente, Lovecraft se inspirara em alguns artistas da realidade para escrever tal magnífico conto, e eu, como fan insano do mesmo, fui atrás das obras de todos eles e decidi criar uma matéria aqui disponibilizando o nome e algumas obras dos mesmos para que vocês possam apreciá-los assim como eu aprecio com grande satisfação.
Eis os artistas que ficaram curiosos para conhecer (Clique para ampliar), com várias de suas obras que eu com grande paciência reuni aqui para vocês:
Sidney Sime (1867-1941)
John Henry Fuseli (Johann Heinrich Füssli, 1741-1825)
Nightmare
Silence
Lady Macbeth
Titania's Awakening
The Artist in Conversation...
Shepherd
Gustave Doré (1832-1883)
Paradise Lost
Raven
Judgement of Solomon
Camelot
The Fatal Accident
Anthony Angarola (1893–1929), Francisco Goya (1746–1828), e Clark Ashton Smith (1893–1961) também foram outras possíveis inspirações de Lovecraft para escrever o GENIAL Pickman's Model, não continuarei postando porque o PC esta começando até a ficar lento de tantas imagens que já coloquei e já perdi umas 3 horas no processo, espero que tenham gostado da matéria, destas obras fabulosas (Que muito me agradam, principalmente as de Sidney).
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