terça-feira, 13 de setembro de 2011

Poesia - Solidão

A intensa dor do lamento,
O recuar da figura mortuária.
Agonizar sem estar isento,
Do luar da noite sangüinária.


Destino frio dos condenados,
Que a si perpetuaram o horror.
Manifestam-se amaldiçoados,
Amplificam o abatido negror.


Planícies de perpétuo silêncio,
Ensurdecem o gélido coração.
No escuro aceso está o incenso,
Mas o sentir impede a ascensão.


Profundos pântanos e lagos,
Guardam a sua triste natureza.
Remonta ao tempo de magos,
Trancados por sua destreza.


Tem, por fim, toda a vil escuridão,
Em todas as suas horrendas formas.
Utiliza da dor para ditar suas normas,
E dirigem-se a tal torpor por solidão.

Erich William von Tellerstein.

domingo, 11 de setembro de 2011

Poesia - Um Olhar Para o Abismo

Quando olhei fixamente para o abismo,
Vislumbrei uma sucessão de horrores.
Entretanto, perdi-me em seu erotismo,
Mergulhando num mar de vis cores.


Passei a freqüentar a mesma dimensão,
Perdendo a noção do tempo e do espaço.
Então, de repente, envolto nesta escuridão,
Aliviou-me a alma um desconhecido abraço.


Um anjo, mulher de natureza inefável,
Conquistou legiões de criaturas abissais.
Resgatou-me das garras do inominável,
E mostrou-me, que em mim residia tais animais.

Erich William von Tellerstein.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Soneto - Indizível Natureza

Oh, preciso tomar mais deste nobre vinho,
Antes de confessar-vos a atroz natureza,
De tudo que aqui nasce e morre no caminho,
Sem transmutar em ouro o chumbo com destreza.


Do inferno contemplar-se-á são a vil visão nítida,
Duma cambaleante incomensurável
Criatura abissal com asas e mão fétida,
Sem pernas pra correr e com voz lamentável.


A morte vos espera ansiosa mortal.
Eis minha confissão! O mal sem redenção
Vos espera no abismo, reinando imortal.


Meu vinho já acabou e sinto muita pena,
Por todos vós de pobre e morto coração,
Que hão de lá sofrer sem tortura pequena.

Erich William von Tellerstein.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Soneto - Castelo de Sangue


Câmaras preenchidas com horror,
Enojam muitos tolos indefesos.
Horrendas criaturas dão torpor,
Os deixam morrendo com os presos.


Terríveis artifícios de dor,
Impregnam o chão com vis rubis.
Qual negra tenebrosa e morta flor,
A chorar com tremor de javalis.


Gritos imemoráveis de assombrosa
Orquestração fortalecem as paredes.
Qual presa presa em mil gosmentas redes.


Neste castelo impera triunfante
A morte governadora dos vampiros.
Como quando eu vivia, aos suspiros.

Erich William von Tellerstein.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Soneto - Vil Menina

Em distante fazenda com moinho,
Maquinava menina de terrível
Coração, qual espírito sozinho,
Contra humanos de bem, com mal horrível.


Empregava temíveis maldições,
Pra livrar-se de intrusos que incomodam.
Criaturas horrendas dos portões
Infernais, brutalmente nos destroçam.


Pois portal vil e cósmico criara,
Permitindo a entrada destes males,
Qual demônio azul dos negros mares.


Abismo horripilante em nome Sarah,
Do inferno banido para a terra.
Quem será que tal mal pra nós enterra?

Erich William von Tellerstein.