Tolo!
Misteriosas são as tristes melodias,
Que reverberam em mim todos os dias,
Num celestial valsar de vis valsas,
Repetindo-se com mil verdades falsas.
Pois bem, contai-me de uma vez, Ser Pensante:
Quem o Abismo visita e retorna triunfante?
Se do Nada o Todo tem a origem atuante,
Doravante, o Abismo será sempre comandante?
Tolo!
Misteriosas são as tristes melodias,
Que reverberam em ti todos os dias,
Num celestial valsar de vis valsas,
Repetindo-se com infinidades falsas.
Pois bem, pensai de uma vez, Ser Falante:
Quem o Abismo visita e retorna comandante?
Se do Todo o Nada tem a origem atuante,
Doravante, a Luz será sempre triunfante?
Tolo!
Tristonha é a cavernosa melodia,
Que valsa em nós com vil estadia,
Num celestial valsar de vis valsas,
Repetindo-se com eternidades falsas.
Pois bem, crucificai de uma vez, Ser Possante:
Quem os Céus visita e retorna radiante?
Se das Trevas a Luz nasce, forte e brilhante,
Doravante, a minha Vontade será sempre triunfante?
Tolo!
Erich William von Tellerstein.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Poesia - Vampírica Eternidade
Estamos em vampírica união no plano astral,
Encontramo-nos muito além do bem e do mal.
No sangue e no vinho exercemos fascínio,
Temos o que os mortais não possuem domínio.
Do amor sentimos a indizível cósmica essência,
Manifestada outrora em soturna magnificência.
Vivemos a morte em vida e a vida na morte,
Na luz ou nas trevas criamos nossa sorte.
Com o queimar de velas amplificamos a união,
Que cresce como o vasto Universo em expansão.
Ao som de taciturnas freqüências lunares,
Que influenciam nosso amor como a lua os mares.
Inefável e abissal luxúria consome a nós,
Que pelos séculos desatamos todos os nós.
A fim de unirmo-nos novamente em vil chama,
Que para a eternidade o fim dos fins clama.
Com o fogo da Vontade completamos o ritual,
Auroral, noturnal, espectral e abismal.
Com a lunar emoção completamos o ritual,
Às estrelas vamos, muito além do bem e do mal.
Erich William von Tellerstein.
domingo, 20 de novembro de 2011
Poesia - Oh contemplai!
Oh! Contemplai! Contemplai!
É a chama dos montes infernais!
Que assombra todas as mais letais!
As sombrias figuras espectrais!
Das noturnas orgias cerimoniais!
Das fendas que urram orquestrais!
Ah! Escutai! Escutai! Escutai!
É o queimar da chama dos umbrais!
Causa assombro em males magistrais!
Lá do alto! Do alto! Dos fatais!
Dos carnais montes esculturais!
De crânios e ossos estruturais!
Que vêm lá de baixo, dos umbrais!
Não contemplai! Não! Não olhai!
É a chama dos montes infernais!
Que assola as covas sacrificiais!
Que manifesta maldições celestiais!
Que abre do indizível portais!
Que destrói pedras filosofais!
Lamentai! Chorai! Chorai! Chorai!
São humanos após seus funerais.
Erich William von Tellerstein.
É a chama dos montes infernais!
Que assombra todas as mais letais!
As sombrias figuras espectrais!
Das noturnas orgias cerimoniais!
Das fendas que urram orquestrais!
Ah! Escutai! Escutai! Escutai!
É o queimar da chama dos umbrais!
Causa assombro em males magistrais!
Lá do alto! Do alto! Dos fatais!
Dos carnais montes esculturais!
De crânios e ossos estruturais!
Que vêm lá de baixo, dos umbrais!
Não contemplai! Não! Não olhai!
É a chama dos montes infernais!
Que assola as covas sacrificiais!
Que manifesta maldições celestiais!
Que abre do indizível portais!
Que destrói pedras filosofais!
Lamentai! Chorai! Chorai! Chorai!
São humanos após seus funerais.
Erich William von Tellerstein.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Poesia - Espectral Voluptuosidade
Oh beleza de vampírico malefício,
Me é claro vosso tão distinto ofício.
Pois penetrastes-me o silêncio noturno,
E atormentastes-me o caminhar diurno.
Com cavernosas lembranças de deleite,
De quando fizestes-me de vosso enfeite,
Numa espectral noite de voluptuosidade,
Inda quando o Universo não tinha idade.
Pois penetrastes-me o meditar diurno,
E atormentastes-me o sono taciturno,
Por intermédio de longas tentações,
Inda quando a vida tinha limitações.
Com cavernosas lembranças de lascívia vil,
Revividas com vampira de prazeres mil.
Por intermédio de intermináveis tentações,
Inda quando o Universo tinha limitações.
Pois penetrastes-me os malefícios da mente,
E ostentastes-me os ofícios da serpente.
Com fogosas lembranças de sangue aos montes,
Inda quando bebia de vossas mortas fontes.
Pois invadistes-me as penumbras aurorais,
Projetadas por vampira de prazeres fatais,
Por intermédio de ininterruptas tentações,
Inda quando eu vivia o presente de ilusões.
Erich William von Tellerstein.
Me é claro vosso tão distinto ofício.
Pois penetrastes-me o silêncio noturno,
E atormentastes-me o caminhar diurno.
Com cavernosas lembranças de deleite,
De quando fizestes-me de vosso enfeite,
Numa espectral noite de voluptuosidade,
Inda quando o Universo não tinha idade.
Pois penetrastes-me o meditar diurno,
E atormentastes-me o sono taciturno,
Por intermédio de longas tentações,
Inda quando a vida tinha limitações.
Com cavernosas lembranças de lascívia vil,
Revividas com vampira de prazeres mil.
Por intermédio de intermináveis tentações,
Inda quando o Universo tinha limitações.
Pois penetrastes-me os malefícios da mente,
E ostentastes-me os ofícios da serpente.
Com fogosas lembranças de sangue aos montes,
Inda quando bebia de vossas mortas fontes.
Pois invadistes-me as penumbras aurorais,
Projetadas por vampira de prazeres fatais,
Por intermédio de ininterruptas tentações,
Inda quando eu vivia o presente de ilusões.
Erich William von Tellerstein.
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Poetry - The Influence of the Moon
One could harness its uncanny influence,
To conquer the deepest of the ancient depths.
But doubtfully one could endure its power,
Giving its light which installs imprudence.
I've learned successfully how to control it,
And I've seen what I thought to be impossible.
One could not distinguish one shadow from another,
Inside the hazy gateways of the moon's abysses.
But I've learned successfully how to do it,
Yet one could not endure the damage it causes,
Giving the old light which is of unknown forces,
That comes out from that ghastly natural satellite.
One more time I say that one could harness it,
To travel beyond the oldest of the cosmic depths.
But doubtfully you'll endure its unspeakable power,
Giving its light which installs its conscience.
I've learned successfully how to deal with it,
And I've seen what I thought to be improbable,
One could not distinguish sound from image,
Inside the hazy gateways of the abysses' landscapes.
But I've learned successfully how to control myself,
Despite its uncanny influence and invisible power.
One could not endure its unforgettable harnessing,
Giving the fact that one can not leave the moon's abysses.
Erich William von Tellerstein.
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