segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Poesia - Grutesco Trauma Onírico


Vítima das tentações da espeleologia,
Envolvi-me num horror vil de se lembrar.
Desenvolvi longa aracnofobia e patologia,
Afoguei-me qual aleijado em meio ao mar.

Em plena noite exerci minha profissão,
Adentrei gruta abaixo com minha missão:
De explorar características cavernosas,
Mas não somente das formações rochosas.

Admirei algumas típicas formas de vida,
Maravilhei-me com o belo viver de gruta,
Até sentir pavor com terrível força-bruta,
Na psique o que pareceu viagem só de ida.

Um crescer assombroso dum suave andar,
Do que pareciam patas dum ser a espreitar.
Com a luz de minha tocha pouco se via,
Mergulhado em meu medo quase nem me movia.

De repente a sombra já não era sombra,
Contemplava o inferno imerso em temor.
Tentei lembrar de muitas cenas de amor,
Mas nem tal luz tal coisa desassombra.

Vivas teias interromperam-me a locomoção,
O fim pareceu próximo em abismal emoção.
Gigante aranha de intensa vibração negativa,
Consumiu-me a visão a de estar em sua saliva.

Eis a mensagem que vos dou através dum amigo,
Espeleólogo versado nas artes do ocultismo.
São psicografadas hoje lembranças dum jazigo:
Um nobre ser no estômago do profundo abismo.



quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Arquivo - Duo Opera Tenebrarum (Download)

Recentes duas obras de minha autoria, em formato PDF.


LINK PARA DOWNLOAD


O PDF compreende duas obras de nome:


I. Venenum Vini
II. Grutesco Trauma Onírico


Espero que gostem e comentem!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Compendium Tenebrarum - Poisone Wein (ALBUM e LIVRO)


Finalmente terminei de compor um Álbum decente para o meu Poisone Wein, e digo decente, pois da última vez que eu o fiz não ficou com a qualidade que eu gostaria que ficasse. Neste arquivo em .rar você encontrará o meu Álbum para Download e meu livro com meus escritos revisados, palavra por palavra (Tudo o que esta aqui no Blog).

O Álbum esta hospedado no 4shared,

LINK PARA DOWNLOAD <<

Muito obrigado!

Ericson Willians

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Poesia - Tolo!

Tolo!


Misteriosas são as tristes melodias,
Que reverberam em mim todos os dias,
Num celestial valsar de vis valsas,
Repetindo-se com mil verdades falsas.


Pois bem, contai-me de uma vez, Ser Pensante:
Quem o Abismo visita e retorna triunfante?
Se do Nada o Todo tem a origem atuante,
Doravante, o Abismo será sempre comandante?


Tolo!


Misteriosas são as tristes melodias,
Que reverberam em ti todos os dias,
Num celestial valsar de vis valsas,
Repetindo-se com infinidades falsas.


Pois bem, pensai de uma vez, Ser Falante:
Quem o Abismo visita e retorna comandante?
Se do Todo o Nada tem a origem atuante,
Doravante, a Luz será sempre triunfante?


Tolo!


Tristonha é a cavernosa melodia,
Que valsa em nós com vil estadia,
Num celestial valsar de vis valsas,
Repetindo-se com eternidades falsas.


Pois bem, crucificai de uma vez, Ser Possante:
Quem os Céus visita e retorna radiante?
Se das Trevas a Luz nasce, forte e brilhante,
Doravante, a minha Vontade será sempre triunfante?


Tolo!


Erich William von Tellerstein.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Poesia - Vampírica Eternidade


Estamos em vampírica união no plano astral,
Encontramo-nos muito além do bem e do mal.
No sangue e no vinho exercemos fascínio,
Temos o que os mortais não possuem domínio.


Do amor sentimos a indizível cósmica essência,
Manifestada outrora em soturna magnificência.
Vivemos a morte em vida e a vida na morte,
Na luz ou nas trevas criamos nossa sorte.


Com o queimar de velas amplificamos a união,
Que cresce como o vasto Universo em expansão.
Ao som de taciturnas freqüências lunares,
Que influenciam nosso amor como a lua os mares.


Inefável e abissal luxúria consome a nós,
Que pelos séculos desatamos todos os nós.
A fim de unirmo-nos novamente em vil chama,
Que para a eternidade o fim dos fins clama.


Com o fogo da Vontade completamos o ritual,
Auroral, noturnal, espectral e abismal.
Com a lunar emoção completamos o ritual,
Às estrelas vamos, muito além do bem e do mal.


Erich William von Tellerstein.