I. A Morte Alada
As vozes do lago adormecido,
Ecoam sob a noite estrelada;
Revivendo com ar de padecido,
Vítimas da bela morte alada.
Que com seu cavalo flamejante,
Enterrou-lhos longa espada,
Fazendo-lhes seres rastejantes,
No submundo da morte alada.
Após o golpe de todo fatal,
Ela os carrega até o lago;
Demasiado vil e espectral,
Com águas de natureza letal.
II. A Morte Crocitante
As vozes do lago silencioso,
Varrem o mundo dos que vivem;
Gritando qual corvo tenebroso,
Em seu crocitar do vasto além.
Que com seu infernal cantar missal,
Excruciou-lhos inominável maldição,
Petrificando-lhes em extrato abissal,
No submundo da linda mestra da lição.
Após o golpe de dor universal,
Ela os arrasta até o fundo;
Incinerando a alma como sal,
Com vis memórias deste mundo.
III. A Identidade da Morte Alada e Crocitante
Eu sou a morte alada que crocita,
O assombro das mentes perturbadas.
Eu sou a sorte do que ressuscita,
A paz das insanidades realizadas.
Minha beleza mortuária está na lua,
Pois sou da água e dos sentimentos;
O impulso dos temíveis atos violentos,
O que habita os sacrifícios lentos.
Eu sou as vozes do lago adormecido,
E as estrelas da escuridão infinita.
Vivendo com cósmico ar de padecido,
Fazendo vítimas com minha'rte maldita.
Erich William von Tellerstein.
segunda-feira, 26 de março de 2012
sábado, 24 de março de 2012
Poisone Wein - The Great Cthulhu
Um pequeno experimento com synths que fiz nesta madrugada, gravei eu tocando e fiz upload no Youtube.
segunda-feira, 19 de março de 2012
Poesia - Amor
I.
Uma tenebrosa e cósmica força,
Que o arremessa para o abismo.
Não há arte que pouco a distorça,
Possui vis efeitos do vampirismo.
Funciona com sórdido mecanismo,
Não há ser que muito a contorça,
Pois mesmo que alguém a retorça,
Perceberia os males de seu erotismo.
Então notaria o que é o hipnotismo,
E rezaria para que ninguém a torça.
Pois então, o que tens a me dizer sobre o amor?
Existe humano que já compreendeu tal mistério?
Se houve tal criatura, esta deve queimar com ardor,
Após ter sido decomposta em algum cemitério.
Visto que do material não se obtém nada sério,
Nada além de incontáveis inescrutáveis ilusões.
Afirmo que com amor maior constrói-se um império,
Livre de futilidade em todas as suas dimensões.
II.
O brutal ranger de um tornado,
Não se compara ao eterno amor;
Que brota na alma do condenado,
A fim de retirar-lhe a dor.
Eis o bem da maldade,
A crueldade dos bens;
Que ascende ao teu celeste,
E é como férreos trens.
O amor é a harmonia do abismo;
O quente soldar de vis dimensões.
O forte sondar do hipnotismo;
A Morte em suas imensidões.
Adjetivos não dão-lhe qualificação,
Pois com tal cousa não se pode ficar são.
O amor é a dor e ambos não existem pra ninguém,
Pois o Todo a tudo ama e não se contém.
Eis o bem celestial,
A crueldade dos trens;
Que dão carona ao umbral,
Ao som de beijos de bens.
III.
Assim como a morte nos aborda,
Gentilmente, vil ou brutalmente,
O amor emerge com uma corda,
Para enforcarmo-nos de repente.
Não obstante ele nos acorda,
De um profundo doce sono mental,
Cuja função muito nos transborda,
Com fluído de ardor sentimental.
Seja no mais nebuloso abismo,
Ou na luz das mais altas dimensões;
Nos faz acreditar que é destino,
Ou que não passa de vis ilusões.
Tal força retorce e move mundos,
Imperando sob e sobre a psique;
Pode encantar em alguns segundos,
Ou causar o mais horrendo tique.
Isto é amor, termo indecifrável,
Para definir o inestimável,
Ou a mais profunda satisfação;
De um casal, de um monge, de um perdão.
Assim como a morte nos transforma,
Gentilmente, vil ou brutalmente,
O amor emerge com mal que informa,
A chegada da velha serpente.
A mesma que tentou Eva a comer,
Da árvore do conhecimento;
Condenando os homens ao padecer,
E à bíblica ilusão do azarento.
Pois com amor surgiram bastardos,
Traidores, traições e mortes;
Condenações de ímpios inocentes,
Em inquisição de amor de crentes.
Entretanto serve de consolo,
De escada em profundezas abissais.
Nos livra e nos dá o pranto do tolo,
Matando-nos com dores colossais.
Isto é amor, termo imensurável,
Para definir o confortável,
Ou a mais profunda contemplação;
De um mago, de um artista, de uma unção.
Tal força nos retorce e aquece,
Assim como trata e enlouquece;
É o remédio e causa de mil dores,
O aroma de bombas ou de flores.
O amor é a Verdade, O Universo,
Que é infinito e sem definição.
Está nos anjos e nos demônios,
Num carinho ou em uma munição.
Quem ama ama a tudo que tem vida,
Pois tudo que vive é tudo que jaz.
Jaz na existência o mistério do amor,
Pois é vibração que ao cosmos apraz.
Erich William von Tellerstein.
Uma tenebrosa e cósmica força,
Que o arremessa para o abismo.
Não há arte que pouco a distorça,
Possui vis efeitos do vampirismo.
Funciona com sórdido mecanismo,
Não há ser que muito a contorça,
Pois mesmo que alguém a retorça,
Perceberia os males de seu erotismo.
Então notaria o que é o hipnotismo,
E rezaria para que ninguém a torça.
Pois então, o que tens a me dizer sobre o amor?
Existe humano que já compreendeu tal mistério?
Se houve tal criatura, esta deve queimar com ardor,
Após ter sido decomposta em algum cemitério.
Visto que do material não se obtém nada sério,
Nada além de incontáveis inescrutáveis ilusões.
Afirmo que com amor maior constrói-se um império,
Livre de futilidade em todas as suas dimensões.
II.
O brutal ranger de um tornado,
Não se compara ao eterno amor;
Que brota na alma do condenado,
A fim de retirar-lhe a dor.
Eis o bem da maldade,
A crueldade dos bens;
Que ascende ao teu celeste,
E é como férreos trens.
O amor é a harmonia do abismo;
O quente soldar de vis dimensões.
O forte sondar do hipnotismo;
A Morte em suas imensidões.
Adjetivos não dão-lhe qualificação,
Pois com tal cousa não se pode ficar são.
O amor é a dor e ambos não existem pra ninguém,
Pois o Todo a tudo ama e não se contém.
Eis o bem celestial,
A crueldade dos trens;
Que dão carona ao umbral,
Ao som de beijos de bens.
III.
Assim como a morte nos aborda,
Gentilmente, vil ou brutalmente,
O amor emerge com uma corda,
Para enforcarmo-nos de repente.
Não obstante ele nos acorda,
De um profundo doce sono mental,
Cuja função muito nos transborda,
Com fluído de ardor sentimental.
Seja no mais nebuloso abismo,
Ou na luz das mais altas dimensões;
Nos faz acreditar que é destino,
Ou que não passa de vis ilusões.
Tal força retorce e move mundos,
Imperando sob e sobre a psique;
Pode encantar em alguns segundos,
Ou causar o mais horrendo tique.
Isto é amor, termo indecifrável,
Para definir o inestimável,
Ou a mais profunda satisfação;
De um casal, de um monge, de um perdão.
Assim como a morte nos transforma,
Gentilmente, vil ou brutalmente,
O amor emerge com mal que informa,
A chegada da velha serpente.
A mesma que tentou Eva a comer,
Da árvore do conhecimento;
Condenando os homens ao padecer,
E à bíblica ilusão do azarento.
Pois com amor surgiram bastardos,
Traidores, traições e mortes;
Condenações de ímpios inocentes,
Em inquisição de amor de crentes.
Entretanto serve de consolo,
De escada em profundezas abissais.
Nos livra e nos dá o pranto do tolo,
Matando-nos com dores colossais.
Isto é amor, termo imensurável,
Para definir o confortável,
Ou a mais profunda contemplação;
De um mago, de um artista, de uma unção.
Tal força nos retorce e aquece,
Assim como trata e enlouquece;
É o remédio e causa de mil dores,
O aroma de bombas ou de flores.
O amor é a Verdade, O Universo,
Que é infinito e sem definição.
Está nos anjos e nos demônios,
Num carinho ou em uma munição.
Quem ama ama a tudo que tem vida,
Pois tudo que vive é tudo que jaz.
Jaz na existência o mistério do amor,
Pois é vibração que ao cosmos apraz.
Erich William von Tellerstein.
quarta-feira, 14 de março de 2012
Poesia - Portais do Inescrutável
Imagem de minha Autoria.
Cruzando o Umbral de um cósmico rei.
Titânicos obeliscos de escuros tons,
Vislumbrei enquanto morria em sons.
A paisagem marítima marcou-me a alma,
Pois foi amaldiçoada com toda a calma;
De seres inomináveis doutras galáxias,
Revestidos de ilusões e vis falácias.
Suas formas estão em toda a natureza,
Escondidas com perturbadora destreza;
Assombram assombrados e assombrosos,
Que cruzaram tais portais tenebrosos.
Assim como Eu e meus outros Eus de mim,
Que agora só contemplam o cósmico fim.
O fim dos fins das eras de meus jardins,
Onde crescem cousas mortas do sem-fim.
Os portais do indecifrável adentrei,
Cruzando o Umbral d'uma cósmica lei.
Colossais obeliscos de escuros tons,
Esculpi enquanto mergulhava em sons.
Agora sou tais formas em toda natureza,
Escondido em cousas de soturna beleza;
Assombro assombrados e os assombrosos,
Que cruzam meus belos portais luminosos.
Erich William von Tellerstein.
domingo, 11 de março de 2012
Poesia - Sombra Viva
— Minha jovem, por que estás enfraquecida pela tristeza?
— Não é ela quem me entristece Senhor, mas sim, o inferno.
— Mas que inferno, bela jovem?
— Não estás a ver, ao teu lado, a se mover?
— Pois nada vejo, que vês, precisamente?
— O inferno!
— Congela-me o sangue tal olhar garota, para!
— Eu avisei!
Sombra assombrosa,
Vil venenosa,
Matou o Senhor,
Tristonho com dor.
Retira-se agora,
Ao mal de outrora,
Voltou pro abismo,
Com vil romantismo.
Vis vis vis versos,
Estes perversos,
Que co'amargura,
Falo em loucura.
Também sou a morte,
Por ter minha sorte.
Volto lá pro abismo,
Com meu romantismo.
Erich William von Tellerstein.
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