segunda-feira, 28 de maio de 2012
Poesia - Guardiã do Umbral
Que sentiria ao fitar profundamente,
Guardiã do Umbral que gela-lhe a mente?
Com olhos negros como o vil abismo,
Que destroem-lhe a alma com romantismo.
Serpentiforme em sua notável beleza,
Portadora de colar de jóia luminífera;
Fareja inexorável os traços da avareza,
Obliterando quando há psique infrutífera.
Sentiria incessantes fortes calafrios?
Deletérios arrepios sórdidos e frios?
Com olhos de mortal perdido no abismo,
Que ignorou toda a vida o misticismo.
Labirintiforme em sua ofuscada pureza,
É mestre no assolar de noite mortífera;
Fareja soporífera os traços da fraqueza,
Envenenando quando há vida calorífera.
Que sentiria ao evocar do infinito abismo,
Guardiã do Umbral que desperta-lhe a mente?
Com olhos penetrantes em morto erotismo,
Que picam-lhe a vida qual letal serpente.
Erich William von Tellerstein.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Poesia - A Campina e Minha Amada
Ah! Nada como a suave brisa mortuária,
Desta bela campina de flores infernais;
Todas exalando o meu doce odor de dor,
Minha predileta fragrância de torpor.
Oh corvos, como adoro tais maldições!
Impostas por tempestades de outrora,
Que agora eliminam-me as tortas horas,
Em voluptuoso sono de vis excruciações.
Vampira ninfa de assassinos esquecidos,
Por onde estiveras minha querida amada?
Será que por penosos vales descoloridos,
A procura d'uma vítima a ser ferroada?
Dize-me, dize-me, sem mais, meu amor!
Ou será que estou cego pelo vil odor?
Ah! Nada como tão inebriante cheiro,
Que mata-me, encanta-me por inteiro.
Oh corvos, como amo-te por maldições!
Impostas por maledicências de outrora,
Que agora eliminam-me as vagas horas,
Em voluptuoso sono de vis excruciações.
Vampira ninfa de mortífera sensualidade,
Por onde estiveras minha querida amada?
Será que arquitetando em voluptuosidade,
A melhor maneira de dar-me uma ferroada?
Mata-me, mata-me, sem mais, meu amor!
Ou será que estou cego pelo vil odor?
Oh! Estás, estás a sentir o meu cheiro,
Pretendes, queres, matar-me por inteiro?
Ai de mim, minha amada! Não vês o céu?
Ele derrama lágrimas de sangue tão belas!
És-me a mais venenosa e linda das donzelas,
Desejas, de fato, da vida retirar-me o véu?
Não mata-me, não, o sol ainda brilha forte!
Inda que seus raios sejam feitos de morte.
Não serei a sorte da morte com mero corte;
Só porque pensas que és de mal de tal porte.
Oh corvos, como amo-te amaldiçoada como és!
Imposta à tortura abissal da cabeça aos pés.
Não desconta tuas dores em mim meu desamor,
Pois ouve, ouve minha flor, o meu clamor!
Mata-me, mata-me, sem mais, meu amor!
Ou será que estou cego pelo vil odor?
Entonteceste-me a Vontade, a pobre alma,
Devorar-me-á, por ter-me em tua palma?
Perdoa-me, perdoa-me, perdoa-me!
Antes, eu apenas gostaria de dizer que eu te...
Erich William von Tellerstein.
terça-feira, 15 de maio de 2012
Poesia - A Vida e Sua Foice
Irra a vil dor crepuscular!
Desta maldita visão do mar,
Que mata-me antes da Morte,
Que já eliminou-me a sorte.
Mas que raios inventou a Vida?
Evolução por abissais chagas;
Excrucia com ignorantes pragas;
Mais uma alma a ser acolhida.
Hei de jogar-me de tal altura,
Ao mar desprovido de ditadura;
Que há de receber-me à altura:
Uma alma que vem desta tortura.
A experiência neste buraco,
Conhecido como Planeta Terra;
Mas por mim como Velha Guerra;
Resume-se à mão d'um carrasco.
Irra a dor deste vil horizonte!
Onde o céu cinzento crocita,
Como um antigo corvo a morrer;
Padece a alma dos amaldiçoados.
Mas que raios inventou a Vida?
Evolução por terríveis chagas;
Espalham-se e reúnem-se pragas;
Mais uma alma a ser acolhida.
Ouço a sinfonia dos esquecidos;
Os mortos que tocam dançantes,
Em suas mortuárias lamúrias;
Matando meus pensamentos uivantes.
Choram torturantes e torturados,
Excruciantes e excruciados,
Neste precipício de vis rochedos,
Em onírico teatro de abandonados.
Hei de jogar-me desta ditadura,
Ao infinito oceano de loucura;
Que há de receber-me à altura:
Uma alma que não tem mais cura.
Erich William von Tellerstein.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Poesia - Réquiem das Almas
Sacerdotisa V.
Em vil e triste Réquiem das Almas,
Tal como este em que te encontras;
Bebe do cálice de energia vital,
E sente o fervor do submundo astral.
Discípulo Aspirante
Assim o faço Vossa Majestade,
Para verter-me em Tempestade;
Tal como fazeis Vós sem idade,
Assolando mortais em futilidade.
Corrompe-me a térrea ilusão,
Da mente adquirir tal expansão;
Inda que estivesse no leito de Morte,
Melhor seria que estar à mercê da Sorte.
Malditos!
Mortais que morram com ela!
Com a mesma cruel intensidade,
Com que destroem a Mãe Natureza;
Os elementais de Fraternidade.
Sacerdotisa V.
Em vil e triste Réquiem das Almas,
Tal como este que traz-lhe calma;
Bebe do cálice de energia vital,
E sente o fervor do que é letal.
Discípulo Aspirante
Assim o faço Vossa Majestade,
Para verter-me em sem-idade;
Tal como fazeis Vós Tempestade,
Assolando mortais em futilidade.
Dissipa-me a térrea ilusão,
Fazer aqui ao abismo tamanha alusão;
Inda que estivesse no leito de Morte,
Melhor seria que estar à mercê da Sorte.
Fúteis de impropérios!
Que morram com ela, como já o fazem!
Com o mesmo pequeno ar de sapiência,
Com que destroem a Mãe Natureza;
Chamando tal heresia de Ciência.
Maledictus!
Sacerdotisa V.
Em vil e triste Réquiem das Almas,
Tal como este em que te encontras;
Bebe do dourado cálice de sangue,
E deixa o próximo de todo exangue.
Erich William von Tellerstein.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Poesia - Igreja Tenebrosa
Sanguinolento altar sacrificial;
Eis onde horrores se horrorizam,
Num único golpe quase imaterial;
Qu'excrucia vis que climatizam:
A secular morta Igreja Tenebrosa,
Cujo clero ama Cristo como Nero;
Clero este tão belo quanto rosa,
Pois trata-se d'orrendo Vampiro.
Lugar de iniciação à velha Corte,
Ao cósmico ventre de maldições;
Lugar pra passar a andar à noite,
Para todo sempre com erudições.
A secular viva Igreja Tenebrosa,
Cujo clero ama Cristo como Nero,
Faz-se forte com sangue e esmero,
Pois sua Luz se iguala a Zero.
Sanguinolento altar sacrificial;
Eis ond'excruciações se excruciam,
Num único golpe quase imaterial;
Que horroriza vis que anunciam:
A chegada da Estrela da Manhã,
Na Igreja Tenebrosa dos Vampiros.
Eis onde horrores se horrorizam,
Num único golpe quase imaterial;
Qu'excrucia vis que climatizam:
A secular morta Igreja Tenebrosa,
Cujo clero ama Cristo como Nero;
Clero este tão belo quanto rosa,
Pois trata-se d'orrendo Vampiro.
Lugar de iniciação à velha Corte,
Ao cósmico ventre de maldições;
Lugar pra passar a andar à noite,
Para todo sempre com erudições.
A secular viva Igreja Tenebrosa,
Cujo clero ama Cristo como Nero,
Faz-se forte com sangue e esmero,
Pois sua Luz se iguala a Zero.
Sanguinolento altar sacrificial;
Eis ond'excruciações se excruciam,
Num único golpe quase imaterial;
Que horroriza vis que anunciam:
A chegada da Estrela da Manhã,
Na Igreja Tenebrosa dos Vampiros.
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