Quando olhei fixamente para o abismo,
Vislumbrei uma sucessão de horrores.
Entretanto, perdi-me em seu erotismo,
Mergulhando num mar de vis cores.
Passei a freqüentar a mesma dimensão,
Perdendo a noção do tempo e do espaço.
Então, de repente, envolto nesta escuridão,
Aliviou-me a alma um desconhecido abraço.
Um anjo, mulher de natureza inefável,
Conquistou legiões de criaturas abissais.
Resgatou-me das garras do inominável,
E mostrou-me, que em mim residia tais animais.
Erich William von Tellerstein.
domingo, 11 de setembro de 2011
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Soneto - Indizível Natureza
Oh, preciso tomar mais deste nobre vinho,
Antes de confessar-vos a atroz natureza,
De tudo que aqui nasce e morre no caminho,
Sem transmutar em ouro o chumbo com destreza.
Do inferno contemplar-se-á são a vil visão nítida,
Duma cambaleante incomensurável
Criatura abissal com asas e mão fétida,
Sem pernas pra correr e com voz lamentável.
A morte vos espera ansiosa mortal.
Eis minha confissão! O mal sem redenção
Vos espera no abismo, reinando imortal.
Meu vinho já acabou e sinto muita pena,
Por todos vós de pobre e morto coração,
Que hão de lá sofrer sem tortura pequena.
Erich William von Tellerstein.
Antes de confessar-vos a atroz natureza,
De tudo que aqui nasce e morre no caminho,
Sem transmutar em ouro o chumbo com destreza.
Do inferno contemplar-se-á são a vil visão nítida,
Duma cambaleante incomensurável
Criatura abissal com asas e mão fétida,
Sem pernas pra correr e com voz lamentável.
A morte vos espera ansiosa mortal.
Eis minha confissão! O mal sem redenção
Vos espera no abismo, reinando imortal.
Meu vinho já acabou e sinto muita pena,
Por todos vós de pobre e morto coração,
Que hão de lá sofrer sem tortura pequena.
Erich William von Tellerstein.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Soneto - Castelo de Sangue
Câmaras preenchidas com horror,
Enojam muitos tolos indefesos.
Horrendas criaturas dão torpor,
Os deixam morrendo com os presos.
Terríveis artifícios de dor,
Impregnam o chão com vis rubis.
Qual negra tenebrosa e morta flor,
A chorar com tremor de javalis.
Gritos imemoráveis de assombrosa
Orquestração fortalecem as paredes.
Qual presa presa em mil gosmentas redes.
Neste castelo impera triunfante
A morte governadora dos vampiros.
Como quando eu vivia, aos suspiros.
Erich William von Tellerstein.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Soneto - Vil Menina
Em distante fazenda com moinho,
Maquinava menina de terrível
Coração, qual espírito sozinho,
Contra humanos de bem, com mal horrível.
Empregava temíveis maldições,
Pra livrar-se de intrusos que incomodam.
Criaturas horrendas dos portões
Infernais, brutalmente nos destroçam.
Pois portal vil e cósmico criara,
Permitindo a entrada destes males,
Qual demônio azul dos negros mares.
Abismo horripilante em nome Sarah,
Do inferno banido para a terra.
Quem será que tal mal pra nós enterra?
Erich William von Tellerstein.
Maquinava menina de terrível
Coração, qual espírito sozinho,
Contra humanos de bem, com mal horrível.
Empregava temíveis maldições,
Pra livrar-se de intrusos que incomodam.
Criaturas horrendas dos portões
Infernais, brutalmente nos destroçam.
Pois portal vil e cósmico criara,
Permitindo a entrada destes males,
Qual demônio azul dos negros mares.
Abismo horripilante em nome Sarah,
Do inferno banido para a terra.
Quem será que tal mal pra nós enterra?
Erich William von Tellerstein.
sábado, 14 de maio de 2011
Poesia - De Olhos Bem Fechados
Orgia de dançantes belas máscaras,
Empreendem os donos deste mundo.
Em sacra cerimônia do imundo,
Num horror com horríveis tristes caras.
Prazer inferior, contemplação,
Mascara-se em soturnas energias.
Olhar superior, concentração,
São da estirpe dos seres nas orgias.
Do abismo tem-se a voz a crescer cósmica,
E do flamejar rouba-se o saber.
Morrem os céus de luz em morte mística.
De olhos bem fechados nós estamos,
Ainda que saibamos que existimos.
Ao nascer nos matamos, desistimos?
Erich William von Tellerstein.
Empreendem os donos deste mundo.
Em sacra cerimônia do imundo,
Num horror com horríveis tristes caras.
Prazer inferior, contemplação,
Mascara-se em soturnas energias.
Olhar superior, concentração,
São da estirpe dos seres nas orgias.
Do abismo tem-se a voz a crescer cósmica,
E do flamejar rouba-se o saber.
Morrem os céus de luz em morte mística.
De olhos bem fechados nós estamos,
Ainda que saibamos que existimos.
Ao nascer nos matamos, desistimos?
Erich William von Tellerstein.
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