Sedutoras arqueiras dançam e saltam vis,
Enquanto apontam venenosíssimas flechas,
Aos transeuntes de um cenário sem matiz,
Que abriram uma porta que não se fecha:
A entrada para as escadarias em espiral,
Que, iluminadas por tochas, levam ao lar,
De uma monstruosidade longa e ancestral,
Cuja sina é a de horrivelmente aquartelar,
A fim de formar exércitos de aracnídeos,
E alastrar um Caos de temperamento estelar,
Explodindo com força de dez mil eqüídeos,
Juntando-se com as arqueiras vis a dançar.
Voluptuosas embarcam com excruciante paz,
Em surtos de frenéticas aniquilações;
Atraindo a atenção daquele que a dor apraz:
Orgânico aglomerado de viscosas maldições.
Sedutoras danças e saltos condenam vis,
Humanos vencidos pela astuta curiosidade.
Como transeuntes caem em abismo sem matiz,
E morrem por picadas e flechas de maldade.
Erich William von Tellerstein
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Poesia - Entretenimento no Submundo
A centípede criatura urrou no fim,
Dum infernal evento imemorável;
A fim de assemelhar-se a mim,
Em devaneio de mal inexorável.
Pirâmides de crânios enferrujados,
Em carcaças de coisas esquecidas:
Compõem tal lugar de amaldiçoados,
Com fontes de sangue enriquecidas.
Miríades de rastejantes heresias,
Decepam partes já decepadas,
A fim de servirem de anestesias,
A horrores de origens escalpadas.
Eis o teatro das dores cósmicas:
O lixo infra dimensional que apraz;
Apraz às naturezas telescópicas,
Dos fúteis de ignorância vil e tenaz.
A centípede criatura era pequena,
Num infernal evento imemorável;
Devorou-me na sangrenta arena,
Deixando só a alma imensurável.
Erich William von Tellerstein
Dum infernal evento imemorável;
A fim de assemelhar-se a mim,
Em devaneio de mal inexorável.
Pirâmides de crânios enferrujados,
Em carcaças de coisas esquecidas:
Compõem tal lugar de amaldiçoados,
Com fontes de sangue enriquecidas.
Miríades de rastejantes heresias,
Decepam partes já decepadas,
A fim de servirem de anestesias,
A horrores de origens escalpadas.
Eis o teatro das dores cósmicas:
O lixo infra dimensional que apraz;
Apraz às naturezas telescópicas,
Dos fúteis de ignorância vil e tenaz.
A centípede criatura era pequena,
Num infernal evento imemorável;
Devorou-me na sangrenta arena,
Deixando só a alma imensurável.
Erich William von Tellerstein
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Poesia - Sou nada
Escrevo sem saber o que escrevo,
Mas o faço em minha pura essência,
Que é nada, senão, a de escravo,
Preso à ausência de vivência.
Falta esta que apenas eu vejo,
Visto que o Universo todo almejo;
Dado o vil reflexo enigmático,
Do negro espelho velho e dramático:
Refletindo a mim, outro espelho.
Sou como dueto de Piano e Violino,
Sem intérpretes para Música existir;
Porém, todo musical e sem destino,
Já que sou todos eles num sentir.
Pois para cada segundo de vida,
Há uma equivalência atemporal,
Escrita em partitura suicida,
Do que é eterno e magistral:
Ensinando a mim, outro discípulo.
Pequeno sou diante daquilo que penso e escrevo,
Mas o faço com pesar do gritar de mil corvos,
Que é nada além do sangue naquilo que manuscrevo,
Servindo de tinta para papel e tela com corpos,
Já que sou tudo aquilo que morre,
Renascendo após eras de escuridão.
Sou daquilo que o impossível corre,
Sou nada, morrendo em imensidão:
Sou a opulência dando valor ao pão.
Erich William von Tellerstein.
Mas o faço em minha pura essência,
Que é nada, senão, a de escravo,
Preso à ausência de vivência.
Falta esta que apenas eu vejo,
Visto que o Universo todo almejo;
Dado o vil reflexo enigmático,
Do negro espelho velho e dramático:
Refletindo a mim, outro espelho.
Sou como dueto de Piano e Violino,
Sem intérpretes para Música existir;
Porém, todo musical e sem destino,
Já que sou todos eles num sentir.
Pois para cada segundo de vida,
Há uma equivalência atemporal,
Escrita em partitura suicida,
Do que é eterno e magistral:
Ensinando a mim, outro discípulo.
Pequeno sou diante daquilo que penso e escrevo,
Mas o faço com pesar do gritar de mil corvos,
Que é nada além do sangue naquilo que manuscrevo,
Servindo de tinta para papel e tela com corpos,
Já que sou tudo aquilo que morre,
Renascendo após eras de escuridão.
Sou daquilo que o impossível corre,
Sou nada, morrendo em imensidão:
Sou a opulência dando valor ao pão.
Erich William von Tellerstein.
sábado, 21 de janeiro de 2012
Poesia - Só
I. Só
Caiu a noite neste funesto deserto,
Onde brilha branda a lua já padecida.
Surgiu a Morte e disse: Nada é certo,
Mas certamente, morrerás, decerto;
Neste cenário de maldição esquecida,
Pois não sobrou ninguém, ninguém,
Apenas tu, morto, morto em desdém.
Raiou o dia neste desértico funeral,
Onde não há alma viva para lamentar,
Pois matar! Matar, foi o que disseram,
Antes de morrerem e a mim cumprimentar;
Desejando retroceder à vida mineral,
Pois o sol em si era o arquétipo do lamento,
E os fantasmas assombravam sem vida o azarento.
II. Confusão
Estou vivo ou morto? Sou a vida ou a morte?
Neste jogo de inexistência de sorte,
Sou do porte do amaldiçoado ou o que amaldiçoa?
Faria diferença? A maldição trataria com indiferença?
E se este deserto for a felicidade? Como isto soa?
Um corte! Um corte! Na vida ou na morte?
Caso soe bem...
III. Companhia
Caiu a noite novamente, mas com vil inocência,
Onde brilham as estrelas, lindas e de ardor espectral.
Neste deserto, deserto! Elas são minha companhia! Minha essência!
Onde brilham as estrelas? Onde? Por favor?
Não consigo mais vê-las...
A morte que surgiu era Morte ou era eu?
Só?
Erich William von Tellerstein.
Caiu a noite neste funesto deserto,
Onde brilha branda a lua já padecida.
Surgiu a Morte e disse: Nada é certo,
Mas certamente, morrerás, decerto;
Neste cenário de maldição esquecida,
Pois não sobrou ninguém, ninguém,
Apenas tu, morto, morto em desdém.
Raiou o dia neste desértico funeral,
Onde não há alma viva para lamentar,
Pois matar! Matar, foi o que disseram,
Antes de morrerem e a mim cumprimentar;
Desejando retroceder à vida mineral,
Pois o sol em si era o arquétipo do lamento,
E os fantasmas assombravam sem vida o azarento.
II. Confusão
Estou vivo ou morto? Sou a vida ou a morte?
Neste jogo de inexistência de sorte,
Sou do porte do amaldiçoado ou o que amaldiçoa?
Faria diferença? A maldição trataria com indiferença?
E se este deserto for a felicidade? Como isto soa?
Um corte! Um corte! Na vida ou na morte?
Caso soe bem...
III. Companhia
Caiu a noite novamente, mas com vil inocência,
Onde brilham as estrelas, lindas e de ardor espectral.
Neste deserto, deserto! Elas são minha companhia! Minha essência!
Onde brilham as estrelas? Onde? Por favor?
Não consigo mais vê-las...
A morte que surgiu era Morte ou era eu?
Só?
Erich William von Tellerstein.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Poesia - Efeito de Ritualística Combinação
Abriu-se imensa fenda no chão,
Ao completarmos a última frase;
Dum feitiço abissal com emoção,
Que pareceu Mal de eterna fase;
A morte havia chegado, ou quase.
Caímos enquanto paredes víamos,
Estranhamente luminosas, quentes;
Elas gritavam, mas mal as ouvíamos,
Nossas sombras eram tristes serpentes;
Éramos nada e todos os ambientes.
O chão de tal abismo era lavoso,
Porém, puro negrume de vil matiz;
Indizível em seu aspecto rochoso,
Exalava odor que hipnotizava o nariz:
Inferno! Sangue em central chafariz!
Hordas de bestiais Coisas indecifráveis,
Dançavam ao som de curioso instrumento;
Alinhadas misturavam-se com cores mutáveis,
Em labaredas de neblina ao tormento;
Espetáculo que inibe até o forte lamento.
Forte luz surgiu no amaldiçoado horizonte,
Esverdeados raios de mortuária natureza;
As criaturas saltaram todas com destreza,
Caverna a dentro, evitando tal bela fonte;
Acordamos! Com memória que não há quem conte.
Erich William von Tellerstein.
Ao completarmos a última frase;
Dum feitiço abissal com emoção,
Que pareceu Mal de eterna fase;
A morte havia chegado, ou quase.
Caímos enquanto paredes víamos,
Estranhamente luminosas, quentes;
Elas gritavam, mas mal as ouvíamos,
Nossas sombras eram tristes serpentes;
Éramos nada e todos os ambientes.
O chão de tal abismo era lavoso,
Porém, puro negrume de vil matiz;
Indizível em seu aspecto rochoso,
Exalava odor que hipnotizava o nariz:
Inferno! Sangue em central chafariz!
Hordas de bestiais Coisas indecifráveis,
Dançavam ao som de curioso instrumento;
Alinhadas misturavam-se com cores mutáveis,
Em labaredas de neblina ao tormento;
Espetáculo que inibe até o forte lamento.
Forte luz surgiu no amaldiçoado horizonte,
Esverdeados raios de mortuária natureza;
As criaturas saltaram todas com destreza,
Caverna a dentro, evitando tal bela fonte;
Acordamos! Com memória que não há quem conte.
Erich William von Tellerstein.
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