Oh, preciso tomar mais deste nobre vinho,
Antes de confessar-vos a atroz natureza,
De tudo que aqui nasce e morre no caminho,
Sem transmutar em ouro o chumbo com destreza.
Do inferno contemplar-se-á são a vil visão nítida,
Duma cambaleante incomensurável
Criatura abissal com asas e mão fétida,
Sem pernas pra correr e com voz lamentável.
A morte vos espera ansiosa mortal.
Eis minha confissão! O mal sem redenção
Vos espera no abismo, reinando imortal.
Meu vinho já acabou e sinto muita pena,
Por todos vós de pobre e morto coração,
Que hão de lá sofrer sem tortura pequena.
Erich William von Tellerstein.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Soneto - Castelo de Sangue
Câmaras preenchidas com horror,
Enojam muitos tolos indefesos.
Horrendas criaturas dão torpor,
Os deixam morrendo com os presos.
Terríveis artifícios de dor,
Impregnam o chão com vis rubis.
Qual negra tenebrosa e morta flor,
A chorar com tremor de javalis.
Gritos imemoráveis de assombrosa
Orquestração fortalecem as paredes.
Qual presa presa em mil gosmentas redes.
Neste castelo impera triunfante
A morte governadora dos vampiros.
Como quando eu vivia, aos suspiros.
Erich William von Tellerstein.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Soneto - Vil Menina
Em distante fazenda com moinho,
Maquinava menina de terrível
Coração, qual espírito sozinho,
Contra humanos de bem, com mal horrível.
Empregava temíveis maldições,
Pra livrar-se de intrusos que incomodam.
Criaturas horrendas dos portões
Infernais, brutalmente nos destroçam.
Pois portal vil e cósmico criara,
Permitindo a entrada destes males,
Qual demônio azul dos negros mares.
Abismo horripilante em nome Sarah,
Do inferno banido para a terra.
Quem será que tal mal pra nós enterra?
Erich William von Tellerstein.
Maquinava menina de terrível
Coração, qual espírito sozinho,
Contra humanos de bem, com mal horrível.
Empregava temíveis maldições,
Pra livrar-se de intrusos que incomodam.
Criaturas horrendas dos portões
Infernais, brutalmente nos destroçam.
Pois portal vil e cósmico criara,
Permitindo a entrada destes males,
Qual demônio azul dos negros mares.
Abismo horripilante em nome Sarah,
Do inferno banido para a terra.
Quem será que tal mal pra nós enterra?
Erich William von Tellerstein.
sábado, 14 de maio de 2011
Poesia - De Olhos Bem Fechados
Orgia de dançantes belas máscaras,
Empreendem os donos deste mundo.
Em sacra cerimônia do imundo,
Num horror com horríveis tristes caras.
Prazer inferior, contemplação,
Mascara-se em soturnas energias.
Olhar superior, concentração,
São da estirpe dos seres nas orgias.
Do abismo tem-se a voz a crescer cósmica,
E do flamejar rouba-se o saber.
Morrem os céus de luz em morte mística.
De olhos bem fechados nós estamos,
Ainda que saibamos que existimos.
Ao nascer nos matamos, desistimos?
Erich William von Tellerstein.
Empreendem os donos deste mundo.
Em sacra cerimônia do imundo,
Num horror com horríveis tristes caras.
Prazer inferior, contemplação,
Mascara-se em soturnas energias.
Olhar superior, concentração,
São da estirpe dos seres nas orgias.
Do abismo tem-se a voz a crescer cósmica,
E do flamejar rouba-se o saber.
Morrem os céus de luz em morte mística.
De olhos bem fechados nós estamos,
Ainda que saibamos que existimos.
Ao nascer nos matamos, desistimos?
Erich William von Tellerstein.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Soneto - Acusado
Preso estou nesta cela acorrentado e porco,
Que sufoca-me a alma e mente pouco a pouco.
Resistir eu não posso e matar-me tampouco,
Qual cristo numa cruz estou: dor pelo corpo!
Demônio da chama ardente conjurei,
Para salvar-me a vida ante um castelo onírico.
Não precisava disto enquanto eu era um rei,
Jamais tinha de a luz atiçar ao vampírico.
Condenado na praça eu fui por bruxaria,
Queria atiçar mais flâmeo ardor do inferno,
Mas para esta vil lei do bode há parceria.
Amanhã raia o sol apesar de minha morte,
Transcenderei aos céus junto ao amor paterno;
Do abismo desta vez não retirei-me a sorte.
Erich William von Tellerstein.
Que sufoca-me a alma e mente pouco a pouco.
Resistir eu não posso e matar-me tampouco,
Qual cristo numa cruz estou: dor pelo corpo!
Demônio da chama ardente conjurei,
Para salvar-me a vida ante um castelo onírico.
Não precisava disto enquanto eu era um rei,
Jamais tinha de a luz atiçar ao vampírico.
Condenado na praça eu fui por bruxaria,
Queria atiçar mais flâmeo ardor do inferno,
Mas para esta vil lei do bode há parceria.
Amanhã raia o sol apesar de minha morte,
Transcenderei aos céus junto ao amor paterno;
Do abismo desta vez não retirei-me a sorte.
Erich William von Tellerstein.
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