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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Poesia - Tolo!

Tolo!


Misteriosas são as tristes melodias,
Que reverberam em mim todos os dias,
Num celestial valsar de vis valsas,
Repetindo-se com mil verdades falsas.


Pois bem, contai-me de uma vez, Ser Pensante:
Quem o Abismo visita e retorna triunfante?
Se do Nada o Todo tem a origem atuante,
Doravante, o Abismo será sempre comandante?


Tolo!


Misteriosas são as tristes melodias,
Que reverberam em ti todos os dias,
Num celestial valsar de vis valsas,
Repetindo-se com infinidades falsas.


Pois bem, pensai de uma vez, Ser Falante:
Quem o Abismo visita e retorna comandante?
Se do Todo o Nada tem a origem atuante,
Doravante, a Luz será sempre triunfante?


Tolo!


Tristonha é a cavernosa melodia,
Que valsa em nós com vil estadia,
Num celestial valsar de vis valsas,
Repetindo-se com eternidades falsas.


Pois bem, crucificai de uma vez, Ser Possante:
Quem os Céus visita e retorna radiante?
Se das Trevas a Luz nasce, forte e brilhante,
Doravante, a minha Vontade será sempre triunfante?


Tolo!


Erich William von Tellerstein.