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sábado, 1 de janeiro de 2011

Poesia - Angelical Maldade



Padeceu-me com gélidos olhares,
Aos poucos e muito me matastes,
Donde vens tamanha crueldade?
Sustentada por tanta beldade?


Vossa deveras bela inocência,
Ao misturar-se com deficiência,
De conseguir acalmar-me, pacifica,
Mata! Oblitera, tortura e excrucia!


Por qual razão vos manifestastes?
Qual rainha abissal e espectral,
Ao venerar-se incondicionalmente,
Através de minha dor incessante.


Dá-me um porquê! Assombração,
Que de tão bela mansão retirou-se,
Para apagar-me a concentração,
E mergulhar-me em chama da perdição!


Saia em nome de todos os raios de luz!
Angelical maldade, belíssima vampira,
Que por palidez suspira e respira,
Sugando energias afáveis por prazer.


Em faustosos palácios vos petrificastes,
E retornastes para enraizar o vil,
Em mim! Por falsidades e malícias,
Escondendo-se em angelical carícia.


Retorne à fenda donde saístes morte,
Pois cá não há de ter mais liberdade,
Para empreender vossa tenebrosa maldade,
Em minha já tão real e cruel, realidade.

Erich William von Tellerstein.

Poesia - Banhada em Sangue


Em noturno devaneio banhos preparara,
Sangue de virgens! Sedenta as matara.
Enlouqueceu-se em viagens espectrais,
Que refletiram-se em escuros vitrais.


Branquíssima banheira de porcelana,
Escorreu por seu ralo litros de Vil.
Odor de insana obsessão pecaminosa,
Sentiu a doente em adoecer doentio.


Infernos não comportariam a célebre,
Nem em ardentes períodos de tortura.
Comportá-la-iam noutra doce ocasião:
Hierárquica, em desdém da Proteção.


Amplificou o ar fúnebre de sua morada,
Libertando almas em gélidos aposentos.
Gritos a soavam como lindas melodias,
Enquanto profanava-se todos os dias.


Musgo em pedra, subterrâneas passagens,
Ambientaram o passar da morta maquiagem.
Nuvem negra de vampírica eternidade gerou,
Sobre seu lendário nome, Elizabeth...

Erich William von Tellerstein.

Poesia - A Verdade


Vã e viscosíssima para o Vil,
Uma Vedação imposta à maioria.
Viaja por Variedade aos Verídicos,
Vulgívaga, voante e veemente.


Voluptuosa, vermicida e venturosa:
A tudo vê, viu e dá a Visão.
Veraz Voluptuosidade verifica,
em Verdadeiros do ventral Viver.


Verbera a Veracidade Ventríloquos,
De Vultos vivos da volátil Vivência;
Vermiformes verossímeis da existência,
Voam versados em vermes da Veemência.


Variantes Vaporizações do Vão,
Vive o Vivo em não-viva Vida.
Veemente veicula o do Vencer,
Para ventar a Verdade aos Vivos.


Erich William von Tellerstein.