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sábado, 1 de janeiro de 2011

Poesia - Angelical Maldade



Padeceu-me com gélidos olhares,
Aos poucos e muito me matastes,
Donde vens tamanha crueldade?
Sustentada por tanta beldade?


Vossa deveras bela inocência,
Ao misturar-se com deficiência,
De conseguir acalmar-me, pacifica,
Mata! Oblitera, tortura e excrucia!


Por qual razão vos manifestastes?
Qual rainha abissal e espectral,
Ao venerar-se incondicionalmente,
Através de minha dor incessante.


Dá-me um porquê! Assombração,
Que de tão bela mansão retirou-se,
Para apagar-me a concentração,
E mergulhar-me em chama da perdição!


Saia em nome de todos os raios de luz!
Angelical maldade, belíssima vampira,
Que por palidez suspira e respira,
Sugando energias afáveis por prazer.


Em faustosos palácios vos petrificastes,
E retornastes para enraizar o vil,
Em mim! Por falsidades e malícias,
Escondendo-se em angelical carícia.


Retorne à fenda donde saístes morte,
Pois cá não há de ter mais liberdade,
Para empreender vossa tenebrosa maldade,
Em minha já tão real e cruel, realidade.

Erich William von Tellerstein.

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