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sábado, 1 de janeiro de 2011

Poesia - Banhada em Sangue


Em noturno devaneio banhos preparara,
Sangue de virgens! Sedenta as matara.
Enlouqueceu-se em viagens espectrais,
Que refletiram-se em escuros vitrais.


Branquíssima banheira de porcelana,
Escorreu por seu ralo litros de Vil.
Odor de insana obsessão pecaminosa,
Sentiu a doente em adoecer doentio.


Infernos não comportariam a célebre,
Nem em ardentes períodos de tortura.
Comportá-la-iam noutra doce ocasião:
Hierárquica, em desdém da Proteção.


Amplificou o ar fúnebre de sua morada,
Libertando almas em gélidos aposentos.
Gritos a soavam como lindas melodias,
Enquanto profanava-se todos os dias.


Musgo em pedra, subterrâneas passagens,
Ambientaram o passar da morta maquiagem.
Nuvem negra de vampírica eternidade gerou,
Sobre seu lendário nome, Elizabeth...

Erich William von Tellerstein.

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