Explorai!

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Poesia e Matéria - De Umbrarum Regni Novem Portis

I - Silentium Est Aureum

O silêncio vale ouro, certas coisas não devem ser ditas, contadas, não chegarás ao grandioso castelo caso as conte.


II - Clausae Patent


Abrirás aquilo que estiver fechado, pois com o vosso valiosíssimo silêncio poderás encontrar a chave correta, mesmo que tenhas a impressão de que corre perigo.

III - Verbum Dimissum Custodiat Arcanum


Mantenha-se firme e atento em vossa jornada, mesmo que pareça que os céus conspirem contra vossa pessoa, que pareça que o perigo se amplifique cada vez mais, pois a palavra perdida guarda o segredo.

IV - Fortuna Non Omnibus Aeque

O destino não é o mesmo para todos, nem todos aqueles que compreendem que o silêncio vale ouro e que a a palavra perdida guarda o segredo, terão destinos iguais. Nem todos que abrirem a porta fechada do labirinto chegarão à saída.

V - Frustra


Os de destino desafortunado contarão vossa recompensa em vão, pois a morte estará com uma ampulheta ao seu lado contando o tempo constantemente.

VI - Ditesco Mori

Estes terão plena consciência de que são enriquecidos com a morte, e por tanto mesmo assim não termerão pelo seu destino em nenhum momento.

VII - Discipulus Potior Magistro


O discipulo supera o mestre, à esta altura já transcendera a luz e as trevas, o dia e a noite, compreende que não existe diferença entre o alto e o baixo, entre o rei e o camponês, compreende a dualidade.

VIII - Victa Iacet Virtus

Virtude encontra-se derrotada, transcendera a luz e as trevas e por tanto não existe mais o divino e o não-divino, a virtude e o pecado, então assim o medo não te preenche mais.

IX - Nunc Scio Tenebris Lux


Compreendi as nove portas para o reino das sombras! Agora eu sei que as trevas vem da luz! Agora minha alma encontra-se livre!

Explicação:



Essa é a minha interpretação de maneira poética sobre as 9 gravuras contidas no livro fictício "De Umbrarum Regni Novem Portis" do filme O Último Portal (The Ninth Gate) de Roman Polanski. (Filme que foi baseado no livro The Club Dumas de Arturo Perez Reverte)

Para mim elas possuem um grande e valioso significado e por este motivo eu coloquei a minha interpretação sobre elas aqui, espero que vocês gostem! (Mesmo que não conheçam o filme).




Atenção! O livro aqui no Brasil possui outra capa, não a coloquei porque não encontrei uma com qualidade decente e apropriada. (Recomendo extremamente essa leitura!)

Matéria - Arte Satânica


O Satanismo tem como foco as forças da Natureza, mas em particular as forças da Natureza Humana, e não possui nenhum tipo de submissão à uma divindade ou a um conjunto de códigos morais (vulgo pecados).

Então, o que seria qualquer arte relacionada ao Satanismo? às "trevas" ? à Natureza? Qual é o vosso conceito sobre tal metáfora para uma das faces do Universo?

"How wonderful falling into this darkness. Blow up the last torches and shut up your eternal chant. Lucifer! Helel Ben Shahar. Shining Master of light, Prince of dawn, wipe the shadows out of my spirit, banish weakness from my body, give me the strangth of Power, let my throat be ripped up by crying My Devotion. In my devotion the sign of Voor. In my devotion the sword of Hathoor. May the four elements become my allies, may the faith of darkness be my weapon and the spirit my temple. Son of time-s forces, deter my mind from the wicked ignorance of the Lambs of god."

O termo Satanismo, assim como Diabo, ou como Demônio ou qualquer coisa relacionada é demasiado "crucificado" até nos dias de hoje, por conta de toda uma baboseira secular criada pela Igreja. (Logo, grande parte das pessoas que vêem quaquer coisa relacionada já julgam baseando-se na própria ignorância e medo inexaurível e inexorável de uma inexistência criada para queimar humanos.)

Sendo assim, acredito eu que o verdadeiro significado de tais termos não podem ser explicados e sim compreendidos (Assim como qualquer coisa relacionada ao Oculto ou quando se trata de Leis do Universo, visto que nossa linguagem é algo estúpidamente precário no que se refere à transmissão expressiva de sentimentos e pensamentos), então não iniciarei aqui toda uma explicação à respeito dos mesmos com o intuito de que alguém venha a obter a mesma compreensão que eu tenho sobre os mesmos pois eu sinceramente não me importo.

O grande momento chegara! Conheçam um pouco da arte relacionada que tenho a apresentar:

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Born in the Grave



The Oak



The Call of the Wood .I



The Call of the Wood .II



Fronds of the Ancient Walnut .I



Fronds of the Ancient Walnut .II



The Naked and the Dance



My Devotion .I



My Devotion .II


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Compositor que eu particularmente gosto muito de trilhas sonóras para Filmes de Terror de Los Angeles e membro da Church of Satan de LaVey, conheçam seu portfólio em seu site. (No link em seu nome, lá você encontra o contato para fins profissionais.) (Mesmo eu duvidando que alguém aqui no Brasil iria pedir serviço dele, é claro rs..)

An Evening Eclipse



Battle Hymm of the Apocalypse



Harpsidischordia




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Amber Asylum


Volcano Suite



Riviera



Black Waltz




Para finalizar! Um vídeo "desconexo"! Contemplai!


Arquivo - Na Fogueira da Inquisição



Também compartilhas tu da crença de que seria condenado a queimar até a morte se estivéssemos no período da inquisição?

Então tu! Como herege, baixe o antigo Malleus Maleficarum (Witch's Hammer) para que possas ver com os próprios olhos como os inquisidores caçavam e condenavam as bruxas.


Malleus Maleficarum

Achtung! English knowledge is required!

Poesia - Murmúrios da Esposa



Revestiu-se com longas vestes com a cor das paredes do abismo,
Tratava-se de um vestido azul-escuro com detalhes que lembram a lua,
Indescritível!
Ela parou na sacada de seu castelo ante as colinas,
E com olhos repletos de lágrimas, utilizara de um breve aceno.


Aceno que naquele momento representava uma dor inefável,
Uma dor de quem perdia seu amor para um evento terrível da existência,
De quem perdia seu amor para a guerra!


Por incontáveis noites de solidão nos gélidos aposentos de seu recanto,
As escuras paredes contemplaram os tristes murmúrios da esposa,
Em confortante compreensão,
E durante longuíssimos anos, repletos de intermináveis e
Insuportáveis dias de dor e esperança,
Este antigo castelo que guarda memórias cujas lembranças
São tão belas quanto as rosas que compõem seu tão bem cuidado jardim,
Presenciara...


Presenciara a esposa despertando a imaginar o rústico portão,
Ranger com a entrada de seu sempre amado marido,
E dormindo também, sonhando ser acordada com seus carinhos
Que sustentavam sua vida com uma luz de proporções descomunais.


Passaram-se muitos anos e as noites tornaram-se cada vez mais tenebrosas,
Seu desespero, sua falta de compreensão e necessidade de amor aumentaram gradativamente.
A esposa já não tinha mais controle de nada,
As rosas em seu jardim dormiram para sempre num estado de morte
Que neste fúnebre dia compuseram os arredores de seu castelo com uma atmosfera de aterradora solidão.


A esposa caminhara para fora do castelo, e por entre as
Árvores escuras e retorcidas da floresta, tropeçara em
Pequenos galhos e caíra desprovida de forças na neve,
Com esperanças de encontrar seu amor perdido na floresta,
Enquanto estava num completo estado de alucinação, num sono
Que a enchera de sonhos que se misturavam com a
Realidade em alguns instantes.


Os lobos uivaram ao ouvir o impacto de seu corpo petrificado na neve,
Formando assim um coral que se misturava com o doce soprar do vento.
Estes contemplaram uma luz erguendo-se na floresta, que seguiu-se até o horizonte,
Onde encontrava-se a alma de seu marido.


Coberto de neve, seu corpo, assim como o de seu marido,
Deixou de existir com o passar dos anos, mas o amor insólito dos dois,
Permanecera e permanecerá em todos os lugares
Durante toda a eternidade, durante o infinito passar das eras.


Erich William von Tellerstein.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Poema - Penhasco

Penhasco



Incessantes calafrios!
Sinto meu corpo corresponder à suave brisa de inverno!
Sou muito grato aos Deuses por tamanho prazer!
Encontrar-me aqui, absorto, diante deste lindo mar agitado,
No topo deste nobre penhasco!
Observando os pássaros dançarem por entre as auroras!
E desaparecendo no horizonte mortuário!
Folhas secas sobrevoam estas planícies esquecidas!
Batem em minhas pernas com fortes rajadas de vento!
Minhas mãos estão tão frias que mal posso senti-las,
Estas rajadas de vento ficam cada vez mais fortes!
E este vento, este vento, que varre o esquecimento durante séculos,
Traz consigo um breve aceno daqueles que já se foram,
Dos mortos!
Fazendo-me sentir uma sensação tão, mas tão prazerosa!
É perturbador!
Contemplar este cenário onírico! Taciturno! Iluminado pela lua!
Ter a oportunidade de desfrutar das sombras nesta ocasião única!
Faz-me perceber que a vida e a morte possuem a mesma beleza!
Abraçai-me oh grande mãe! Mergulhai-me em vosso profundo oceano!
Permita-me adentrar-me em vosso reino!
Tudo o que preciso neste momento é esquecer-me de minha vida!
Pois inúteis foram as várias tentativas de viver.
E para mim nada mais importa neste grandioso momento,
Neste valiosíssimo momento de felicidade nunca sentida.
O sol se fora para sempre! Morreu!
Toda essa brutal natureza aparenta tão claramente rezar por um fim trágico!
Suas águas negras, soturnas, majestosas, sombrias, abissais,
Necessitam saborear a morte, o desespero, a insanidade!
Elas clamam a destruição de mais uma alma perdida!
Desprovida de um rumo!
Elas me esperam! Me esperam!!!
Este céu tão escuro! Tão carregado de ódio e rancor!
É o Crepúsculo dos Deuses!
E esta chuva! Doce chuva! É realmente maravilhoso senti-la mais uma vez,
Consciente!
Não existe nada mais agradável que ficar aqui e nunca existiu!
NUNCA!
Admirando! Contemplando! Este teatro macabro de belas poesias!
De amaldiçoadas poesias!
Finalmente! Finalmente a felicidade me alcançara!
Posso sentir as águas!
Posso senti-las!
Meu fim!
Obrigado! Obrigado!
Obrigado!


“Uma vez nas trevas, sempre na tragédia e na
aterradora tentação.”


Um final injusto?
Não!
Um final digno de MORTE!


Erich William von Tellerstein.

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Recomendo-lhes duas:

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Matéria e Divulgação - Trabalho de Paula Nogueira, Vocalista

Paula Nogueira

É impossível para mim não pensar na Paula Nogueira no que se refere à uma genuína excelência performativa, no que se refere à uma vocalista de grande porte profissional (O que em meus olhos não é fácil de encontrar aqui em São Paulo), quando se trata da necessidade de uma vocalista profissionalmente adequada, ela sem dúvidas é uma das melhores recomendações que posso oferecer. Paula realiza diversos shows pelas noites de São Paulo há vários anos e os realiza de maneira absolutamente fantástica, e faço tal afirmação inexoravelmente pois já tive a honra de tocar ao seu lado e por este motivo sinto-me obrigado a dedicar à ela um post de meu humilde Blog.

Biografia:

Paula Nogueira é uma vocalista de Guarulhos, SP, de 24 anos, e que começara a se interessar por música aos seus 12 por influência de sua família, pois fora nessa idade em que ela ganhara o seu primeiro instrumento musical: um teclado da marca Yamaha que seu pai lhe presenteara de Natal. Todavia, mesmo com sua intensa paixão pelo teclado e pelo piano, o Classic Rock acabara destacando-se muito e influenciando-a fortemente, tanto que aos 14 anos Paula começara a estudar contra-baixo e formara uma banda com os amigos por conseqüência deste evento. A Banda de Paula e seus amigos tocara diversos covers de grandes bandas como Judas Priest e Black Sabbath e esse fora o primeiro passo que ela dera em direção à uma carreira cada vez maior e cada vez mais profissionalmente relevante, pois apenas um ano mais tarde, ainda buscando com veemência sua essência musical, ela se interessara sériamente por canto e música erudita, assim inscrevendo-se para o coral de sua cidade e estudando incessantamente por cerca de 6 meses. Não demorara muito para que sua paixão pela música viesse à tona e quando veio, Paula interessou-se cada vez mais em cantar, em música erudita e também procurara inúmeros livros, cantores e músicas que pudessem servir de referência, influência e inspiração para seus estudos e essa insana dedicação-autodidata. Isto perdurara até seus 17 anos, quando decidira matricular-se em uma escola de música e montar uma nova banda. Neste período Paula já fizera várias participações e testes em diversas bandas, karaokês e etc e em 2003, Paula Nogueira montara a importantíssima banda Elvenpath, um Tributo à banda de origem Finlandesa Nightwish, no qual realizara cerca de 300 shows em 4 anos de banda, o que rendeu-lhe uma experiência muito considerável e de 2003 até hoje, Paula Nogueira continou estudando canto clássico, coral, entre outros gêneros e também continuou realizando projetos com bandas, casamentos, gravações e Coros.

Influências:

Dentre suas influências, posso citar: Tarja Turunen, Sarah Brightman, Maria Calas, Cecília Bártoli, Vivaldi, Bach, Giulio Caccini, Djavan, Adriana Calcanhoto, Ronaldo Miranda, Zizi Possi, Liriel, Kelly Clarkson, Amy Lee, Alanis Morissette, etc.

Contato e Divulgação:

MSN: paulavocal@hotmail.com
Myspace: Paula Nogueira
Orkut: Paula Nogueira

Lista de seu Orkut:

Minhas Comunidades:

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=44783921

http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=1222432

Meus Trabalhos:

Elvenpath (Nightwish Tribute)

Comunidade:
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=919665

Elvenpath ao vivo:

Elvenpath
http://www.youtube.com/watch?v=i-czM1PgPVI

Fantasmic
http://www.youtube.com/watch?v=DC0NwIS-PBw

Come Cover Me
http://www.youtube.com/watch?v=at6qH95XQe8


Neurah (Evanescence Tribute)

Comunidade
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=32112634&refresh=1




quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Matéria - A Arte de Zdzisław Beksiński


Zdzisław Beksiński (1929 - 2005) foi um renomado pintor polonês, fotógrafo e escultor, do qual é mais reconhecido por ter sido um artista fantástico. Suas obras na minha opinião são absolutamente incriveis, de uma composição tão macabra que certamente faz com que o observador entre pelo menos um pouco em seu mundo soturno, carregado com uma espécie de depressão e mistério inexplicáveis. Suas obras são demasiado oníricas e me senti obrigado a postar aqui algumas de suas obras para que vocês possam conhecer um pouco da arte deste pintor excepcional (Clique para ampliar as imagens).