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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Poesia - Apocalipse

Irra infernal orquestra,
Que aqui é nossa mestra!
Atiçai a tenebrosa ira,
Do mal que aqui conspira!


Urdi neste tempestuoso embalo,
Que mata em férreo intervalo,
Muitos com o abismo a deparar,
E a sentir flâmeo mal a baforar.


Irra majestosa sinfonia,
Que da origem tem a astronomia!
Erguei exército a cavalgar,
Caveiroso e frio a excomungar,


A fim de conquistarmos o fim,
Com todo ímpeto que há em mim.


Amaldiçoai o não-impactante,
Que guarda do bem o semblante!
Irra dia da Ira, que aqui pira,
Com oscilante tremor que suspira!


Avante cavernosa essência!
A blasfemar toda existência!
Avermelhai as nuvens claras,
Num terror de mortes raras!


Pois vede do Apocalipse,
Coberto por vil eclipse,
Mortais do gélido horizonte,
Onde não há bem que afronte,


A fim de que possais enfim concluir,
De que vossas vidas irão se esvair.


Erich William von Tellerstein.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Poema - O Triunfo

Como do triunfo retiraríeis vós a definição,
Sem fazer menção da paciência de antemão?
Lembrai que de triunfo vós sois compostos,
Quais soldados que não abandonam seus postos.


Do mundo material é fácil obter a conquista,
Pois vede como avançou o exército nazista,
Qual inquisição medieval bruxas a torturar,
Por doentio prazer e muitos corpos a contar.


Vos digo isso, pois nada sou além de tempo,
E tenho como passatempo a arte do observar.
Mas aviso que para a morte não há contratempo,
E sendo assim, a sabedoria deveis cultivar.


Como matéria hão de decompor vossos corpos,
Mas antes hão de padecer vossos anticorpos,
Quais soldados que morrem por vil sangramento,
E mortais condenados num celeste julgamento.


Como do triunfo retiraríeis vós a definição,
Sem mencionar a calma que luz trás na escuridão?
Lembrai que de triunfo o abismo é composto,
E que em gélido cemitério o corpo é decomposto:


Por vermes, insetos, seres de baixa existência,
Que alimentam-se frenéticos e alheios a essência,
De vossas almas, esperançosas ou vis a vagar,
Que outrora em corpos estavam, tristes a errar.


Vos lembro disso, pois tudo sou, como a morte,
Que em terra não há aperto de mão que conforte.
Mas, contudo, venho veemente e firme afirmar:
Para ter triunfo, tereis de lacrar o desanimar!

Erich William von Tellerstein.

Poesia - Luarenta Magia


Mágica sempre é a luz do luar,
Intransponível em seu conjurar,
De cósmicas forças nos mares,
Que influenciam as ondas e os ares.


Guarda com pouca luminosidade,
Segredos ocultos de vil idade,
Que jazem profundos em gélido mar,
E que fazem da escuridão o seu lar.


Lunar sempre é a magia terrestre,
Indescritível para todo o mestre,
De cósmicas forças e vis tentações,
Que amaldiçoam os maus corações.


Guarda com muita obscuridade,
Esferas de criativa maldade,
Que jaz profunda no vago existir,
Daqueles que dos males ousam usufruir.


Erich William von Tellerstein.