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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Poesia - Vil

O ulular decrépito dos mares;
Daquilo que há de vil em mim.
Eu avisto criaturas sem lares,
Naquilo que há de vil em mim.


Mas raios, que há de vil em mim?
Tenho caído em sombras lunares,
Explorado aberrações nucleares,
Manejado seres corpusculares,


E não sei o que há de vil em mim.


O ulular decrépito dos mares;
Segue-se de maldades em pares,
Criaturas de corpos tubulares,
Que compõem horrores seculares,


Não seria eu elas e os vis mares?


Mas raios, que há de vil em mim?
Tenho caído em torpor por semanas,
Observado tristes vidas mundanas,
Verificado que são todas profanas,


E não sei o que há de vil em mim.


Afinal, o que é ser vil?


Erich William von Tellerstein

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