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quarta-feira, 16 de março de 2011

Poesia - Mal que Urgiu

Dum terrível buraco surgiu,
Serpentiforme mal que urgiu,
Cambaleante e ao vil uivar,
Qual lobo a morrer longe do lar.


Das trevas retirou-se abundante,
Emergindo tenebroso e triunfante,
Qual inextricável mar de dores,
Como tudo que compõe seus odores.


Um calafrio indizível pelo corpo,
Um vislumbre no vasto céu estelar:
A morte de todos os sonhos! Todos!
Qual gélida sorte vidas a ceifar.


Labirintiforme lodo que frio emergiu,
Para a alma que com o abismo interagiu.
Uma partida de xadrez com o inferno,
Onde faltam-lhe peças e o fim é eterno.


Um vislumbre na cósmica imensidão,
Naquilo que te despedaça com gratidão,
Qual serpentiforme mal que surgiu,
Dum terrível buraco que para você, urgiu.

Erich William von Tellerstein.

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