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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Poema - Fenda do Inferno


Magos trajados com as cores do abismo,
Desempenham os mistérios do ocultismo.
Infernal fenda, triste venda de almas,
Buraco onde ao mal todos batem palmas.


Textura de vermelho-sangue ardente,
Cobre as rochosas paredes, dormente.
Labirintiforme diabólica arquitetura,
É esta a da fenda, dá-nos vil tontura.


Luxuriosas orgias lá empreendem-se,
Em faustosas camas todos deleitam-se,
Para gerar o Caos Vivo, enlouquecem-se;
Em nome de seus Egos e Dele, torturam-se!


Infernal fenda que nesta noite se abriu,
Enxofre no sangue dolorosamente diluiu.
Gargalhantes chamas que a todos queimam,
Para aprenderem e sentirem o que desejam.


O evolutivo lapidar dalma não suportaram,
Fogo a dentro foram arrastados, queimaram.
Aos vícios renderam-se, dor e sexo eternos,
Não lembram mais nada: Oblivium sempiterum.


Infernal fenda que neste dia se abriu,
Desempenha os mistérios, a muitos iludiu.
Triste venda de almas, a morte bate palmas,
Faustosa condenação: Deus lhe dará o perdão.


Erich William von Tellerstein.

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