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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Poema - O Martelo das Bruxas


O docíssimo queimar das bruxas,
O arder das vis e esdrúxulas:
A visão de Kraemer, satisfação!
Coragem! Incomparável queimação.


Urde o fogo! Palha nas estacas!
Perseguição com forcados e facas!
Que prazer maior a Europa teria?
Sob domínio de Católica Feitiçaria?


Urde a chama do intenso mal que clama,
Pelo sangrento rastejar dos condenados,
Sob exaustivos e desagradáveis cuidados,
Às margens do desespero, dor e Thanatos.


Caça às bruxas, mal manual acessível,
Àqueles que desejam a praga transmissível,
Do saboroso ato de degustar a morte alheia,
Para satisfazer a alienação que sempre semeia.


Crísticas lágrimas: Aquele que morreu por isto,
Pelo fogo que outrem aplicara à sua divina raça,
Para satisfazer o Diabo interno na pública praça,
Com tortura, preconceito, raiva, morte, fogo e caça.


Urde os males da bruxaria sobre o pseudo divino,
Pois de males de não-bruxedos a terra já arde,
Há tempos, frustrações, condenações e Astarte,
Feitiçaria Velha e Moderna! Por que tu não contemplaste?


Malleus Maleficarum! Doce martelo das bruxas,
Batido sob sanguinário tribunal com luxúria,
Ternura, benevolência, carinho e vil doçura,
Sob o incentivo dos filhos dos Diabos do mundo.


Index Librorum Prohibitorum! Escondida arte,
Dos profanos, cegos e mestres da sórdida maldade.
Vós sois o resultado do passar de todos os tempos,
Cuidai de vossas almas, vós estais em todos os tempos.

Erich William von Tellerstein.

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