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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Soneto - Labareda

Espectral chama conjurou-se vil,
Ante um horrível luminoso corte,
Em incorpórea aparição com morte,
Lá na montanha azul dos mortos mil.


Sob tenebrosa tempestade cósmica,
Encaminhando uma terrível praga,
A mim, infausta viandante chaga,
Cambaleando numa dor ilógica.


É essa, fenda de infernal presença,
Que monstruosa cria com descrença,
Lá, sopra ardente, encobrindo luz.


Com sofrimento ousou queimar-me forte,
Qual salamandra furiosa à sorte.
Deixou-me morto, a jorrar-me o pus.


Erich William von Tellerstein.

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