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terça-feira, 19 de abril de 2011

Soneto - Soneto à Morte Cósmica

Universo escuro, oh! Mostrai-me,
O que reside lá, pós um andaime,
A suportar gosmenta estrutura,
Que de mim elimina estatura,


Por noturnos lunares sonhos; morte!
Que com horrível cósmico esporte,
Dispersa toda abóboda celeste,
À moda rastejante duma peste.


Abismos infinitos, ressurgi!
Erguei-vos comensais, aqui, urdi!
Contemplai-me o ser, a padecer!


Iluminai-me cá, com luarenta
luz, oh minha incontável criatura,
Que a outros concede morte lenta.

Erich William von Tellerstein.

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