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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Poesia - Rubro Cálice


Meus lábios profanos esquentam-se;
Os pilares da mente esvaecem-se.
Queda aos poucos o antigo templo,
A saída, em tal momento, eu contemplo.


Irregularmente, desvio-me, de pedaços,
Que caem do teto, cavernoso, em estilhaços.
Efeito oscilante e torturante, cai sobre mim:
Merecidamente; espero que tenha fim.


Errante torno-me, por tropeços estou a mover-me;
Aranhas e serpentes interferem em meu locomover.
Profundo entrei em tal gruta atroz e inescrutável,
Buscando o lendário rubro cálice, de valor inestimável.


O que direi ao Grande Rei se o perder?
Nesta missão, juro que não falho, ou irei jazer.
Terríveis pestes a pragas encontram-se nesta caverna,
Vivo devo retornar, qual estava anteontem, na taberna.


À minha família devo trazer: faustosos ornamentos,
Concedidos pelo Rei, por recompensa, sobre juramentos;
De que mais serviços para o reino irei executar,
Para que talvez o próprio cálice, um dia, possa eu conquistar.


Vejo a luz! Doce luz! No fundo, a retirar-se;
Devo correr, velozmente, nela devo jogar-me.
Após intermináveis segundos de tensão, nela adentrei,
Na opulência física, agora, até à morte permanecerei.

Erich William von Tellerstein.

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